Vila Mulher

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O Portal da Mulher

sábado, 29 de agosto de 2009


... "Se nós na bagunça das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz que pernas devo prosseguir"...(Chico Buarque)



As Universidades deviam dedicar um espaço de pesquisa para o amor.A nova série da HBO narra a trajetória de um homem mórmon casado com três esposas e sete filhos.

Na Bíblia no antigo Testamento existem referências sobre casamentos polígamos, onde os homens sempre exercem a primazia.

Provavelmente, no matriarcado, as mulheres podiam ter mais do que um marido.O matriarcado é um bom objeto de pesquisa.

Amor dói.E o amor homossexual? Existe amor, além do desejo sexual.

Saint Exupéry tem uma citação que diz assim: "Você se torna reponsável pelo que cativas". Muito além da leitura de cabeceira das misses, um aprofundamento sobre o amor e as dependências e as carências que geram com um contraponto do mundo capitalizado, o foco das Universidades seria o estudo do amor, (Rubem Alves diria isso)realizando o amor latente nos confusos estudantes que , perdidos entre apostilas e tesões , aliviariam a força da sua libido, circunscritos pela sociedade normativa.

Talvez o estudo de Gêneros seja um bom começo.Desterritorializar as normatividades.

Todo mundo tem medo de discutir amor e sexo abertamente. Todo mundo pensa que quem fala de sexo o pratica sem pudor.Mas não é verdade.

Quem se preocupa com sexo, está querendo normatizar ainda mais essa força estranha que leva uma professora de Educação Infantil se esbaldar numa pista de dança, com gestos primitivos e grotescos ( vindo de quem veio) e reproduzir essa cena pobre na Rede de Internet.

Mas isso é outro assunto...


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Carta de Marina Silva


“Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos;


Marina Silva

Traduzindo a Carta

Patricia -- Michelle e eu estávamos inconsolável para apreender esta manhã a morte de nosso querido amigo, o senador Ted Kennedy. Por quase cinco décadas, ele fez a obra de praticamente todos os principais direitos da legislação para o avanço dos direitos civis, saúde e bem-estar econômico do povo norte-americano , essas ações tinham o seu nome e o resultado de seus esforços. Suas idéias e ideais são carimbados em dezenas de leis e refletem-se milhões de vidas - em idosos que conhecem nova dignidade, em famílias que conhecem novas oportunidades, em crianças que sabem que a promessa da educação, e em tudo que pode perseguir seu sonho de uma América que é mais igualitária e mais justa, inclusive eu. No Senado dos Estados Unidos, eu consigo pensar em alguém que gerou um maior respeito e carinho de membros de ambos os lados do plenário. Sua seriedade de propósito estava perpetuamente acompanhada de humildade, cordialidade e bom ânimo. Ele lutou apaixonadamente no plenário do Senado para as causas que lhe era caro, e ainda mantinha amizade calorosa além das linhas partidárias. E isso é uma razão pela qual ele se tornou não só um dos maiores senadores do nosso tempo, mas um dos americanos mais talentosos para servir a nossa democracia. Eu,vi pessoalmente, valorizando o seu sábio conselho no Senado, onde, independentemente do redemoinho de acontecimentos, ele sempre teve tempo para um novo colega. Eu amava sua confiança e apoio importantíssimo na minha corrida para a Presidência. E mesmo que ele tenha travado uma luta valente com uma doença mortal, tenho me beneficiado, como presidente, de seu incentivo e sabedoria. Sua luta nos deu a oportunidade que nos foi negada quando seus irmãos John e Robert foram tirados de nós: a benção da hora de dizer obrigado e adeus. A demonstração de amor, gratidão e boas lembranças para o qual todos nós temos testemunho é um testemunho da forma como esta figura singular na história americana tocou tantas vidas. Para a América, ele foi um defensor de um sonho. Para sua família, ele foi um guardião. Nossos corações e preces vão para os de hoje - a sua maravilhosa esposa, Vicki, seus filhos de Ted Jr., Patrick e Kara, seus netos e sua família. Hoje, nosso país chora a morte. Nós dizemos adeus a um amigo e um verdadeiro líder que desafiou-nos a todos a viver as nossos mais nobres valores. E damos graças à sua memória, que nos inspira ainda.
Atenciosamente,
O presidente Barack Obama

Uma carta preciosa







Patricia --
Michelle and I were heartbroken to learn this morning of the death of our dear friend, Senator Ted Kennedy.
For nearly five decades, virtually every major piece of legislation to advance the civil rights, health and economic well-being of the American people bore his name and resulted from his efforts.
His ideas and ideals are stamped on scores of laws and reflected in millions of lives -- in seniors who know new dignity; in families that know new opportunity; in children who know education's promise; and in all who can pursue their dream in an America that is more equal and more just, including me.
In the United States Senate, I can think of no one who engendered greater respect or affection from members of both sides of the aisle. His seriousness of purpose was perpetually matched by humility, warmth and good cheer. He battled passionately on the Senate floor for the causes that he held dear, and yet still maintained warm friendships across party lines. And that's one reason he became not only one of the greatest senators of our time, but one of the most accomplished Americans ever to serve our democracy.
I personally valued his wise counsel in the Senate, where, regardless of the swirl of events, he always had time for a new colleague. I cherished his confidence and momentous support in my race for the Presidency. And even as he waged a valiant struggle with a mortal illness, I've benefited as President from his encouragement and wisdom.
His fight gave us the opportunity we were denied when his brothers John and Robert were taken from us: the blessing of time to say thank you and goodbye. The outpouring of love, gratitude and fond memories to which we've all borne witness is a testament to the way this singular figure in American history touched so many lives.
For America, he was a defender of a dream. For his family, he was a guardian. Our hearts and prayers go out to them today -- to his wonderful wife, Vicki, his children Ted Jr., Patrick and Kara, his grandchildren and his extended family.
Today, our country mourns. We say goodbye to a friend and a true leader who challenged us all to live out our noblest values. And we give thanks for his memory, which inspires us still.
Sincerely,
President Barack Obama

Imaginem só...


"Imaginem só"
Do ambiente inóspito que é a DERA de Assis, existem pessoas lá que dão um pouco de luz no ambiente.Talvez eu tenha essa impressão pois das vezes que fui lá fui só para resolver meus pepinos e não resolvi.
É preciso falar que me sinto rejeitada ali e é difícil externar essas emoções que estão nos corroendo por dentro.
Essas pessoas luminosas são as supervisoras Maria Sílvia e outra que nem sei o nome. Penso que a Maria Sílvia que escreve para o Jornal Voz da Terra seja a supervisora da DERA. Mas não existe só uma Maria no mundo.Mas seja lá o que for, hoje eu li no Voz da Terra uma crônica linda que nos dá a dimensão exata da humildade e da reflexão de uma alma humana.
Cabe também lembrar que eu também recebi uma batida de uma pickup no Golzinho que ficou só que o pó.
Essa leitura me fez tirar um pouco da ansiedade e do sentimento de culpa que eu abrigo, embora sei que não fui culpada.

Vamos ao Artigo

Bati meu carro.
E foi batida feia motivada pela entrada do meu veículo numa rua chamada preferencial.
Não tem semáforos, nem obstáculos que impeçam velocidades astronômicas, conduções cruzando em duas direções e ainda uma quantidade considerável de carros estacionados impedindo a visão de quem vai entrar à esquerda.
Não é esta, por enquanto, uma reclamação que faço as autoridades competentes, mesmo porque nem sei a quem me dirigir, mas dois dias antes de acontecer comigo, atropelaram um senhor que tentava atravessar arua, e depois que eu espatifei meu gol, e estas emana, quase todo dia, tem batidas, susutos, atropelamentos, vestígios de vidros quebrados, placas indicadoras arrancadas.
Fui culpada. Assumi logo meu erro e fui socorrida pelso vizinhos, pelos transeuntes e pelos curiosos. Registrada a ocorrência, dois simpáticos funcionários da Polícia Militar me acalmaram e tomaram todas as providências.
No momento, não sentinada. Até sorri. Um senhor que não conheço me disse :" todo mundo bate o carro, só não bate quem não o possui."Chamamos os bombeiros?__Não estou bem, apenas bati o corpo na porta ou no volante, mas nem está doendo.
Ricardo da Corretora, Renato, alexandre, Rita, Alcione, Ivete, Marilda, Berenice, seu Zé, masi uma dezena de pessoas incluindo a vítima, Maria Cristina, falavam comigo e eu nem sei o que repondia a cada uma. Por fim, o guincho e lá se foi o coitadinho.
Os bombeiros, amigos e afiljhados foram até a minha residência por três dias seguidos , insisitindo em mem socorrer.Passar pelo raio X, pelo menos.
__Não,não e não. Nunca vi pessoa tão teimosa como eu.Deve estar para nascer outra e no terceiro dia comecei a sentir dores lanciantes, dores que me impediam de andar, de deitar e tinha a impressão de que só voando me sentiria bem.
E para completar aparece nem sei de onde uma gripe. Suína?Que nada. Gripe comum que me faz espirrar de minuto a minuto e a cada espirro, a aguda pontada na costela.
Marcos, filho de uma família amiga, me levou ao médico. Quase arrastada, não conseguia andar.Para entrar no carro foi um sacrifício.
Doutor João Marcelino me atendeu com aquela bonade de sempre e diante da chapa de raio X foi dizendo:
__ "A sétima costela está comprometida."E ela não está no seguro, epnsei.
e aqui estou eu, tomando remédio para gripe, para evitar ou diminuir a tosse e o espirro que cutucam minha costela, tomando remédio para dores e pior de tudo, faltando ao serviço.Layla, minha miga, esposa do Doutor André, me mandou procurar o Doutor Cilas. E eu vou mesmo.
Felizmente, minha equeipe de trabalho não deixou a peteca cair, e a Mariane, o João Ramos e o Professor Carlinhos, fizeram um relatório lindo,para ser entregue ao Secretário da Assistência Social.
Agradeço a todos, tudo o que fizerampor mim. E se interessaram e agora o meu conselho.
1º Cuidado ao dirigir;
2ºFique atenta a preferenciais;
3º Não seja teimosa;
4º Aceite conselhos dos amigos;
5º Evite os ATCHINS da vida. Dói muito.
Que Deus nos proteja.

Fonte: Voz da Terra, Maria Sílvia,27/08/2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Complexo de Cinderela

Complexo de Cinderela é a ambivalência entre a independência e a necessidade de ser amada. É como se as duas necessidades não pudessem existir, surgindo o conflito entre uma e outra. É a dependência emocional, ou seja, o desejo inconsciente de obter cuidados de outra pessoa (necessidade de dependência) e o medo da independência, de ficar sozinha.Complexo de Cinderela é um conjunto de desejos reprimidos, memórias e atitudes distorcidas que se iniciam na infância, na crença da menina de que sempre haverá uma outra pessoa mais forte para protegê-la. Fomos criadas para depender de um homem e ficarmos apavoradas sem ele. Esta crença vai se solidificando, formando raízes, mantendo na mulher adulta um sentimento de incapacidade e inferioridade, que dificulta a consciência de suas mais profundas necessidades e desejos, pois inconscientemente os sabota e assim, permanece dependente. Ao mesmo tempo em que desejamos nos libertarmos, também desejamos a salvação. Como Cinderela, as mulheres ainda esperam por algo ou alguém externo, que venha transformar suas vidas, ou seja, que venha salvá-las, como se fossem incapazes de salvar a si mesmas. O conflito existe entre o profundo desejo de ser protegida e cuidada, e sua necessidade em ter sua liberdade conquistada. Por exemplo, mulheres que desejam o divórcio, mas não têm coragem de pedi-lo. E muitas ignoram o que sentem e desejam, apesar dos sinais de sofrimento por conflitos internos profundos, mantendo a dependência, ainda que sofram por isso.Pelo medo de enfrentar o fato de ser capaz de sustentar-se sozinha, não percebe que o comodismo é tudo, menos sinal de dignidade, impedindo assim seu próprio crescimento. É como se estivesse sempre duvidando de si mesma. Mesmo com toda a mudança que vem ocorrendo ao longo dos anos, muitas mulheres continuam a desperdiçar seus talentos e potenciais, mantendo-se dependentes de alguém. Romper com uma estrutura de anos, reavaliar crenças, nem sempre é fácil para algumas mulheres. Apesar da mulher ter conquistado muitos espaços, algumas ainda se sentem sobrecarregadas, ou mesmo exploradas com tantas responsabilidades em suas costas, mas nada fazem para mudar.O mais indicado é confrontar com a verdade, ou seja, identificar os sentimentos, encarar o conflito e assim, reconhecer o desejo de ser protegida e cuidada, mas reconhecendo ainda mais sua força e consciência do que é realmente capaz de realizar. Mesmo as mulheres que dizem sentir-se bem cuidando de si mesma, justificando que não precisam de ninguém, podem apenas estar mascarando seus mais profundos sentimentos. Afinal, quem não deseja que alguém cuide de nós? Quem não deseja colo? Ou seja, todas nós somos um pouco Cinderela. Mas nem por isso devemos permitir abrir mão de nossos sonhos, por mais esquecidos que estejam.

Todo afeto nos afeta


Complexo de Cinderela


A emancipação feminina não tirou da mulher a necessidade de ser amada, protegida e respeitada. possivelmente até mimada.

No fundo, quem dedicou toda a sua vida ao sucesso profisisonal, quando chega no fim da vida e não tem com quem compartilhar o que construiu sente um imenso vazio corroendo por dentro.

Os homens não sabem lidar com as mulheres, pois eles tem diferentes olhares para a realidade que os cerca.

A mulher tem uma sensibilidade, uma ternura, muitas vezes esmagada pelas máscaras que tem que colocar para poder sobreviver.

Depender de um homem tem raízes mais profundas do que o mero alimento trazido para casa e outros objetos ou produtos.

É sentir-se inteira e completa pois Deus os criou dessa maneira, homem e mulher, côncavo e convexo.

O que nos é imposto condicionalmente é o Complexo de Cinderela.

E tudo o que está diposto acima obedece a esse Complexo.

É dessa forma que somos criadas e condicionadas.


Crítica destrutiva


O PROFESSOR BRASILEIRO NÃO SABE ENSINAR (Folha, 10/08/09)


A entrevista concedida a esse senhor americano, noticiada na Folha de São Paulo nesse dia me causou muita tristeza.
Até que ponto esses aparelhos da mídia vão massacrar o docente brasileiro?
A arte da didática não é fácil de aprender. Ela só vem com o tempo e com a prática.
Mas desmoralizar o professorado dessa forma foi muito cruel.
Existem motivos escusos por trás dessa reportagem.
Todos ligados à Ideologia.
E esse atraso nas aulas não sei não...
O Conselho de Educação não pode fazer comentários e nem desobedecer às instruções da Secretaria da Saúde.
Um doutor também americano reconheceu que esse adiamento das aulas não vai fazer muita diferença na transmissão da gripe suína.
Das greves a desmotivação pelas condições adversas de trabalho...
Depois é o professor brasileiro que não sabe ensinar....

domingo, 9 de agosto de 2009

Do pedagogo como escravo


Fonte:Centro de Referência Educacional

Paulo Ghiraldeli Jr.


"...Aqueles que os gregos antigos chamavam de “pedagogo” era o escravo que levava a criança para o local da relação ensino-aprendizagem; não era exclusivamente um instrutor, ao contrário, era um condutor, alguém responsável pela melhoria da conduta geral do estudante, moral e intelectual. Ou seja, o escravo pedagogo tinha a norma para a boa educação; se, por acaso, precisasse de especialistas para a instrução – e é certo que precisava –, conduzia a criança até lugares específicos, os lugares próprios para o “ensino de idiomas, de gramática e cálculo”, de um lado, e para a “educação corporal”, de outro."...

Um pouco das origens do Curso de magistério


Em escolas femininas, houve uma relação com as práticas administrativas e os processos iniciais para o magistério de primeiras letras.
Existiram também rupturas e alterações no perfil da oferta de profissionais de ensino.
Inicialmente os cursos de formação para o magistério eram ofertados apenas as órfãs da Escola normal, com o objetivo de oferecer uma profissionalização para tais mulheres de forma assistencial.
Os cursos de formação foram reconstituídos e passaram a ser oferecidos em várias instituições e locais no Estado.
Essas instituições se tornaram independentes da Diretoria o que não era o caso das Escolas normais destinadas a órfãs.
Isso ocorreu porque esse segundo segmento que se ocupou do magistério feminino oferecia esse Curso para as mulheres da camada privilegiada da população.
Por causa disso, como vejo em algumas obras que se destinam aos estudos antropológicos do ofício docente, percebo que as mulheres do substrato desfavorecido da sociedade são recebidas e tratadas com mais preconceito e rejeição do que usualmente ocorre com as mulheres de classe média alta e de pele branca.
A origem dos cursos de formação para professores é humilde, assim como em determinada época, os pedagogos eram os escravos.
Mas a História sempre é vivenciada de uma forma diferente pelas gerações e a valorização das profissões ou de outras coisas se processa de acordo com o que as comunidades elegem como digno de valorização ou de desvalorização.

A arte de escovar os dentes


ZÉ MILTON E A ARTE DE ESCOVAR OS DENTES

Embora eu esteja cansada desse papel de filha de família paupérrima que conseguiu a formação universitária nos bancos de uma Universidade pública, graças ao incentivo dos Mestres e da comunidade de boa vontade, não consigo esquecer o Zé Milton.
Zé Milton dava uma optativa de Artes no curso de Habilitação do Magistério que era muito divertida e instrutiva.
Anteriormente, deu uma optativa de Jogos Lúdicos na Pedagogia.
Ele era muito sensível e me deu um apoio silencioso que talvez nem percebesse.
Um dia, no entanto, aconteceu algo muito desagradável e que lembro com certo humor.
Naquele dia, como marido desempregado, não tinha dinheiro para comprar o pão nem o café.
Eu não trabalhava, pois tinha filhos pequenos e não queria freqüentar uma Universidade trabalhando como doméstica.
Já tinha sentido o gostinho de uma profissão diferente, como inspetora de alunos.
Dependia exclusivamente do esposo.
Chegando lá na Universidade, eu senti que o fígado estava revoltado e o estômago vazio bradava por alimentação.
A boca amarga me impedia de desfrutar o prazer do Curso que estava sendo ministrado aquele dia.
Ele estava falando de brincadeiras na vida na vida da criança e como era importante para a criança o lúdico, o faz de contas, a integração das dinâmicas de grupo.
Então chegou o momento das professoras fazerem a dinâmica que seria hipoteticamente ensinado as crianças.
Era a brincadeira dançada do “ Bimborão da cruz”, que obriga os participantes a darem os braços formando o túnel para as outras pessoas passarem embaixo dos braços.
As pessoas iriam ficar muito próximas e cantando, liberariam seus bafos umas sobre as outras.
Fiquei muito angustiada, pois eu não sabia se o meu hálito estava católico.
A pessoa que iria formar o trenzinho comigo era justamente o Zé Milton.
Até hoje eu acredito que o Zé Milton acha que eu não escovo os dentes.
Sim, eu escovo os dentes, mas quando eu saio de casa, as vezes, não posso comer,seja porque me falta o alimento ou porque não dá tempo de comer.
Então o que posso dizer é que eu não sou fruto de uma família sem noção de higiene.
E que pobreza não significa sujeira.
Aprendi a importância de escovar os dentes com a minha família, mas a arte de driblar o preconceito e a resistência de pessoas nazistas ainda não.
Estou lutando arduamente por isso.
Nessa tela da vida onde deve caber todos.
A função do Educador é ensinar a seus alunos a escovar os dentes.
Mas deve também dar a ele acesso a formas elevadas do saber e do conhecimento, pois essa é uma beleza que eleva alma.
Porque o corpo, escovado ou não vai ficar aqui.
Mas a alma tem outro destino.
É a última que ficará.
Obrigada, Zé Milton.






sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As qualidades de uma Professora


As qualidades (ideológicas) de uma boa professora


Uma imagem adequada para uma boa professora foi se cristalizando no decorrer dos anos, como nos assevera Chamon.( FUMEC).
No imaginário social uma professora deve ter virtude, amor, vocação e dedicação.
Há uma mística para a ação educativa: como um ofício nobre e digno que só podem ser exercidos por pessoas nobres e dignas.
O magistério como um sacerdócio, uma doação também é o que se encontra em recortes do teórico e do prático.
Essa idealização, como afirma Chamon, não é exclusivo da sociedade brasileira.
Foi construída historicamente para cumprir funções políticas.
É um processo seletivo, aonde como disse a Profª Drª Fátima Rotta Furlanetti, “...Ser professor não é para qualquer um...” .
Essa fala foi feita durante uma aula de didática no Curso de Formação para professores.
Não cabe aqui contextualizar a situação para lembrar o porquê de ela ter falado isso e nem quais eram as intenções dela quando falou essa frase.
Mas foi uma frase que me marcou.

Questionamentos


Chamon tece seu texto com perguntas fundamentais:
1. Quais seriam os motivos do processo de feminização do magistério elementar no Brasil?
2. Porque existe e foi incorporada a associação entre magistério e vocação?
3. Quais seriam as possíveis vinculações entre escola de massa numa sociedade capitalista e a trajetória de feminização do magistério?

Plano de Carreira no Magistério

A falta de Plano de Carreira

Professores reclamam da falta de Plano de carreira que seria decisivo na valorização do profissional do magistério.
Talvez isso se refira a qualidade do construto social e administrativo da profissão docente no país.
Inicialmente, dados históricos revelam que quando o magistério era praticado por homens, esses dividiam o ofício do ensino com outras atividades.
Depois, o magistério foi considerado como um ofício feminino dado a natureza do cargo.
As mulheres seriam mais dóceis e aptas para exercerem o ofício.
Werle afirma que “...hoje, a quase totalidade das pessoas que atuam no magistério são mulheres.Nas séries iniciais do Ensino Fundamental e na Educação Infantil, essa característica tem sido marcante.Este fato produz um entendimento, voz comum de que o magistério é uma profissão tipicamente feminina”. ( UNISINOS, RS).
Talvez isso se deva ao fato de que a mulher é considerada como “auxiliar” do homem na manutenção das despesas domésticas.
No entanto, expressivamente o número de mulheres a quem é entregue as despesas de casa tem aumentado.
Conclusivamente, até para aperfeiçoar as relações de trabalho e para contribuir para a soberania nacional, o Plano de Carreira no Magistério, feminizado ou não, seria essencial.
Mas esse plano deveria ser construído como um espaço crítico, aonde um colegiado de professores poderiam definir as metas e os objetivos do Plano de carreira.
O Ministro da Educação, Fernando Haddad tem um Projeto para instituir o Plano de carreira para os professores estaduais.
A APEOESP tem se manifestado contrária a essa resolução. No entanto, poderia filtrar os benefícios que essa decisão está trazendo e procurar negociar o que não ficou bom.
Porque se a APEOESP for contra todas as medidas governamentais para a Educação, o cenário educativo vai parecer uma briga de bêbados ou uma briga de loucos, onde cada um terá razão ao seu modo.
Pelo que venho observando, a classe do magistério é tão medrosa para externar a sua revolta ou o seu descontentamento, que ficam dentro de um quintal só, ciscando e ciscando, um querendo furar o olho do outro. Isso não resolve.
Estou me lembrando agora do artigo editorial de Clovis Rossi, “O vôo de galinha, na política”. (Folha de São Paulo, 07/08/09).
A guerra dos docentes é o voo de galinha, na educação. Tem também um filme chamado “A guerra das galinhas’.
Trocando em miudos, eu que sempre quis ser professora, porque eu achava que a professora mandava e era a chefe da tribo, vejo que professor não manda em nada, ele ou ela só obedece.
Na minha bovinice, vejo como tudo é relativo.
Na Educação, as aulas estão sendo adiadas ,pela maldição suína.A classe docente não pode mais fazer greve, porque greve também não adiante nada, mas os porcos gripados fazem com que os alunos fiquem dentro de casa.
Será que a Secretaria da saúde não percebe que o país está perdendo com isso?
E o Plano de carreira para os municipais, quem está pensando nisso?
Não estou livre da miséria, sendo professora.
A luta continua Lulinha.
Mas ainda são os galos que ainda batem um bolão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO



DA FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO E SUAS IMPLICAÇÕES


Ser professora atualmente é carregar nas costas todo um processo de contradições e autoritarismo representado pelo papel do Estado na vida dos indivíduos.
Talvez isso aconteça porque o magistério foi feminizado;
Depois de quatro ou cinco anos dentro de uma Universidade, se preparando para ser professora, eis que surge o novo Projeto do governo em aumentar o salário das professoras: pelo mérito e pelo tempo de serviço, bem como a sua assiduidade.
Isso sem falar naquele estágio probatório a que são submetidas as professoras atualmente ou naquele outro Projeto que vai manter a recém-formada na sala de aula, (sendo monitorada o tempo todo), pagando a ela um valor irrisório.
Tais medidas descaracterizam a Democracia e passam ao largo de qualquer tipo de respeito por parte dos docentes.
Será que perguntaram a um grupo ou colegiado formado por professores se essas medidas seriam relevantes na vida deles?Ou pelo menos colheram a aprovação ou desaprovação dos mesmos?
Em outras linhas, posso perceber que toda força de trabalho sofre esse tipo de pressão, sanção ou recompensa por parte do Estado.
Quanto mais humilde é o trabalho, maior é a humilhação.
Estudiosas dizem que é a feminização do magistério a responsável pelos baixos salários e as condições aviltantes de trabalho.
Feminizar o magistério é torná-lo um trabalho tipicamente feminino, excluindo dele poderes que o permita combater com eficiência os mecanismos de controle coercitivos usados pelo Estado para manter cada um “no seu lugar”.

E como os homens tem o poder de mando e comando, embora haja uma pseudo liberação feminina, nada mais interessante e proveitoso do que controlar, vigiar e punir.



domingo, 2 de agosto de 2009

Contribuições de outros blogs

Nossa auto-estima se reflete diretamente na forma com que nos relacionamos com os outros. Se não gostamos de nós mesmas, como poderemos ser amadas e respeitadas por outras pessoas?
Muitas mulheres não admitem que estão sendo maltratadas para não perder seus parceiros. Normalmente, elas acreditam que se ficarem com estes homens, mantendo relações doentias em silêncio, mesmo assim ainda poderão ser felizes.Engano delas. Quanto mais permitimos que os outros nos machuquem, mais machucadas ficamos. Denunciar abuso é uma obrigação de todas nós. A violência contra mulher independe de raça, credo ou classe social. Ela pode acontecer nas melhores famílias. Nenhuma de nós está livre dela. Agora, proteção... todas nós temos direito.

E para chamar justamente a atenção sobre a violência doméstica, que uma nova campanha feita na Inglaterra para os Direitos da Mulher está fazendo o maior barulho.
A idéia de usar celebridades inglesas com hematomas no rosto tem causado um impacto gigantesco. Normalmente lindas e maquiadas nas fotos, elas aparecem machucadas e com ares de quem apanhou forte de de verdade. O efeito horroroso só foi possível graças ao uso do programa gráfico photoshop, que normalmente é utilizado para retocar as imperfeições destas mesmas estrelas. A campanha pede que as mulheres façam alguma coisa enquanto elas e seus filhos ainda estão fora de perigo. Segundo as autoridades inglesas, admitir a violência doméstica ainda é um problema para as mulheres. Entre as famosas que posaram para as fotos de rosto, estão: Fiona Bruce, Anne-Marie Duff, Anna Friel, Jemma Kidd, Honor Blackman, Fay Ripley, Miquita Oliver e Kate Thornton.

Pensando gêneros, a costura da realidade



“...Portanto, é na busca em aprofundar discussões e analisar de modo mais rigoroso o processo de como se dá e porque se reproduz a invisibilidade da mulher no processo de produção do conhecimento histórico, que surge o conceito de “gênero como categoria útil de análise...”.

Na escola fala-se de reuniões de pais e não de mães. Quando chega a hora, só a mãe aparece. Então a professora fala:
__Boa noite a todos, vamos começar a Reunião de Pais;
Quando se encontra é um ou dois homens perdidos no meio de montes de mulheres que, entre outras coisas, afrontando a autoridade da mulher-professora, querem desculpar a incivilidade dos seus filhos.
__”Ah, mais homem é assim mesmo”.
São discursos que ocultam a mulher e não fazem justiça à sua apressada e preocupada presença ali.
Em recente ocasião, grávida de oito meses, fui agredida por um garoto em sala de aula, pois ele estava com indisciplina dentro da sala de aula.
Como fiquei desconcertada, apenas disse ao garoto que se algo acontecesse com o bebê que eu estava esperando, a mãe dele viria à escola responder e que o caso iria ser encaminhado para a Justiça no Fórum.
Falei sem pensar. A ocorrência passou, e eu não tive tempo de conversar com a Direção da escola.
Um problema particular me fez pedir remoção para essa escola, na qual trabalhava de substituta, apesar da gravidade do que tinha ocorrido.
Quando estava para ser aceita no quadro de efetivas da Unidade, a Vice-diretora lembrou à Secretária que eu havia dito aquilo ao menino e que a mãe dele tinha aparecido na escola, registrando tal fato na ata.
Sabedora de tal fato, a Secretária asseverou que eu havia cometido um erro grave, que não se fala de justiça e de seus procedimentos para uma criança e que eu tinha que ter tomado outra atitude.
Não fui aceita. Precisei ficar viajando de moto táxi entre uma escola e outra, atravessando a cidade até o nono mês de gravidez, pois eu só poderia continuar cumprindo meio período ali como substituta.
Também para evitar essas questões, eu fui convidada para trabalhar em Projetos ou na biblioteca da escola, longe da sala de aula e da violência dos alunos.
Não pude aceitar, pois eu gosto mesmo é da sala de aula.
Meninos agredindo meninas são bem freqüentes.
Houve um caso de uma professora que teve que ser muito rígida com um garoto pré-adolescente e no dia seguinte, a mãe do menino foi tomar satisfações e foi direto para a mesa da Professora, esmurrando-a no rosto.
Até onde sei, nada foi feito de forma eficaz.
Essas atitudes mostram que o problema da desigualdade feminina e da violência continua e tem ficado cada vez mais severo, porque o respeito dentro da sala de aula é muito escasso.
A mulher não está perdida só na História. Não existem histórias sobre mulheres nos livros didáticos. Pode ser contado nos dedos o número de vezes que surge uma mulher como um personagem histórico de relevância.
A mulher professora não tem a seu dispor uma autoridade que a proteja até mesmo da agressão de seus alunos e das mães deles dentro da sala de aula.
Aos meninos, ainda é dada uma educação onde se preservará a sua virilidade e ele como macho deve resolver tudo na base da força física.

A invisibilidade histórica da mulher se soma ao seu silenciamento, a opressão a que é submetida pelo fato de ser mulher e mulher professora, que muitos ainda chamam de “tia”.
Então, se tia é parente, irmã do pai ou da mãe, é família e a ela pode ser reservado um tratamento informal.
Gênero então é uma categoria útil de análise de forma que faz pensar , analisar se essa pseudo liberação feminina tem realmente protegido a mulher do legado secular de humilhações, opressões e silenciamentos;



PENSANDO OS GÊNEROS


Essa discussão sobre gêneros, organizada pela UNESP de Assis em forma de seminário devia levar em conta as mulheres em sua emancipação , a sua luta feminista e não focar apenas em questões ligadas a homofobia e aos direitos dos GLTS.

Emergência do conceito de Gênero



A emergência do conceito de gênero e a profissão docente


Em 2004, foi formado um grupo de pesquisas chamado “Gênero e Identidade” coordenado pela Profª Drª Maria de Fátima Salum Moreira da UNESP de Presidente Prudente, do qual eu fazia parte.
Objetivou-se estudar a mulher professora em suas práticas e em sua realidade cotidiana.
Realizaram-se estudos em que foi visualizada a condição feminina impregnada por uma opressão e uma invisibilidade sócio histórica, que foi questionada com mais ênfase na década de 60, mais precisamente no ano de 1968.
Enfatizou-se nessas pesquisas textos de autoras como Guacira Louro onde percebeu-se que o “movimento feminista contemporâneo ressurgiu com mais expressividade, surgindo assim os estudos sobre a mulher.” (LOURO, Guacira, 2003).
Foi se constatado também que a apropriação do espaço escolar pelas mulheres se deu, entre outras razões, pelo deslocamento da força de trabalho masculina, depois da Revolução Industrial, vindo o magistério a ser feminizado;
Na prática docente, observou-se que as crianças têm “interiorizado um padrão típico de comportamento tendo dificuldade, pela própria pressão do grupo a transgredi-lo.” (GOMES, Vera Lúcia, Scielo, 2006).
Inferiu-se então, que as mulheres professoras terão dificuldades em romper com esses paradigmas às vezes preconceituosos do papel da mulher e do homem na sociedade, sendo elas mesmas vítimas de um sistema que as desfavorecem.
Problematizam-se essas questões nessa sociedade em transição onde cada vez mais mulheres chefiam famílias e os homens, antes, a força de trabalho principal tem que forçosamente, criar um novo espaço.