Vila Mulher

Blog VilaMulher
O Portal da Mulher

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A eugenia, um termo probido nas práticas educativas

O conceito de eugenia pedagógica e as salas de reforço nas escolas públicas




Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.[2] Em outras palavras, melhoramento genético. (Wikipedia, 2010).

Esse conceito é perigoso, já que depois da eugenia nazista, o politicamente correto ( se é que o termo ainda não caiu em desuso), condena as pessoas que tem idéias ligadas a eugenia.

A eugenia, tem sua origem ligada a questões reprodutivas, mas eu consigo ver um ponto cultural que se assemelha muito aos princípios da eugenia.

A eugenia,ligada a heterogeneidade de uma sala de aula é um conceito que, dentro de uma nuance social e moralmente aceita, útil e bem aplicado.

Além de ser um conceito é uma prática, dificilmente assumida.

Todos os educadores sabem que, dentro de uma sala de aula, os indivíduos estarão respondendo aos estímulos de formas distintas.

As expectativas e as habilidades auferidas, quando não alcançadas, fazem com que o aluno seja retido para retomar todo o conteúdo que lhe foi aplicado e que não foi assimilado.

Tranportada para a sala de aula, a eugenia pedagógica vai dar conta de fundamentar as qualidades cognitivas e de nível abstrato das relações estabelecidas na sala de aula, no que tange ao ensino e a aprendizagem.

Os professores e as professoras constumam distribuir os seus alunos em duplas produtivas, para que um auxilie o outro na construção do conhecimento, na ressignificação dos conteúdos.

Ao final do ano, se faz mister distribuir os alunos e as alunas de acordo com o seu grau de desenvolvimento cognitivo, criando as salas de apoio.

Tais salas são formadas por uma turma menor para que o docente dê um atendimento satisfatório, construindo seu referencial pedagógico de acordo com as necessidades dos indíviduos.

Por isso, o educador ou a educadora que assume uma sala de reforço deve ter consciência de seu papel, mais árduo , e por isso, muito mais nobre e relevante.

Ele ou ela vai estudar, ainda que de forma involuntária, os agentes escolares que podem melhorar (esse é o objetivo) ou empobrecer (é inevitável) as qualidades e as referências sociais e morais da escola em que essas crianças estão matriculadas.

Dito de outra forma, quando um aluno ou aluna vai mal, a escola vai mal. Indices como a Provinha Brasil, o SARESP tem dado conta dos atrasos e do progresso lento das elucubrações pedagógicas no espaço escolar.

Uma palavra,como a eugenia,estudada isoladamente e para um fim benéfico, pode trazer consciencia e auto-consciência e contribuições.

Como um remédio de tarja preta que tem seus efeitos colaterais.

E eu não sou partidária da eugenia maléfica, haja visto que para integrar na sua totalidade,  as hordas das minorias raciais e étnicas só me falta ser judia.

Como docente de escola pública, já lecionei para crianças negras maravilhosas em sua inteligência junto com crianças não negras que tinham muita lentidão em aprender.
Acredito também que educar é respeitar o tempo da criança em assimilar conteúdos.
Tenho percebido que a história de vida de cada um contribui decisivamente no seu sucesso educativo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Quociente de inteligência entre negros e brancos

Quociente de Inteligência entre negros e brancos




• A inteligência é a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair e compreender ideias, utilizar linguagens e aprender.

• O QI - quociente de inteligência - é um índice calculado a partir da pontuação obtida em testes que compreendem as capacidades relacionadas com a inteligência.

• 100 é o valor do QI médio, considerado "inteligência normal".

• O teste de QI leva em conta a idade do indivíduo, o gênero, as respostas certas e erradas, assim como o tempo necessário para responder.

Fonte:

http://www.teste-qi-brasil.com/



Estabeleceu-se assim o teste do quociente de inteligência e a partir dele algumas correntes apregoam que a inteligência dos negros é inferior a inteligência dos brancos.

Já começa a se desmitificar essa afirmação dada a condições de vida entre negros e brancos, desde a época da escravidão.
Se ocorre essa diferença é que o ambiente não foi favorável ao desenvolvimento pleno da inteligência dos seres.
Se as condições de vida dos brancos são superiores a vida dos negros, estes últimos na condição de escravos, submetidos a diversidade das contingências impostas pelos brancos, reagiram com menos eficácia aos estímulos dados pelo ambiente que os cercaram e depois  pelos cientistas.
Há uma pesquisa escolar de renomadas autoras que os meninos negros das escolas públicas são os primeiros a como diz a autora "cairem fora" da escola.
Eles e elas não veêm sentido em ambientes que os estigmatizam e os rotulam.

Como cidadã descendente de negros que provavelmente eram escravos, continuo com a minha luta solitária e diária para sobreviver valendo-me do meu capital de inteligência, não para exibicionismo ou para provar algo, mas simplesmente para me manter no emprego, que eu conquistei com muito sacrifício.

Os que ainda guardam dentro de si o preconceito de raça/classe social fazem o possível para me desmotivar e desestimular.

Não sou eu apenas que sou vitima ou vitimizada.

Numa agência bancária, eu vi o tratamento dado a uma funcionária negra que estava disputando o mesmo espaço que uma funcionária branca.

O preconceito de cor e de raça é negado e as sutilezas que acobertam esse racismo são engenhosamente planejadas.

Quais são os fundamentos científicos para provar a veracidade dessa afirmação: ou seja, a de que negros e brancos tem um QI diferenciado?

Se penso que a Ciência geralmente é manipulada por brancos, vou as fontes e descubro que sim, através de testes foi comprovada a inferioridade cognitiva dos negros.

Mas esses dados estão comprometidos com a manutenção da hegemonia política e social.

O governo tenta fazer a sua parte, destinando cotas universitárias a afro-descendentes. Mas tal medida também é preconceituosa. Nunca se sabe o que se vai ouvir depois: chegou-se lá porque o governo ajudou ou se chegou lá por causa da sua competência.

De qualquer forma, essa luta regada a sangue, lágrimas e suor está agora mais refinada. A batalha é no campo das idéias, da corrida aos bancos da Universidade pública.

Um idéia perigosa se insinua : as falhas do ENEM possam estar motivadas por um outro critério que não encontra espaço no momento.

sábado, 20 de novembro de 2010

Dia 20 de Novembro, o dia da consciência negra




Negro não é gente. Negro é cor. Milton Nascimento sabe das coisas, “A cor do homem “diz que homens e mulheres são animais da cor do amor.Gerados para fazer outros seres com amor.

Eu tenho tentado superar dores na alma geradas por racismo ou por intolerância a minha cor.

Quero que as pessoas me olhem e me identifiquem um ser pleno de capacidade e potencialidade, não associando mais a minha cor com afazeres braçais.

Não é fácil conseguir isso.

Nas escolas, nas ruas e em todos os setores, a imagem do negro braçal e escravo tem se diluído, mas é um trabalho lento e gradual.

Negros têm tomado o poder. Mas se eu olhar hoje a expressão de Obama e compará-la com o tempo da sua expressão quando ele assumiu, vou ver uma distinção enorme.

A face dele está marcada pela dor.

De outro político negro que me lembro e foi prefeito de São Paulo é o Celso Pitta.

Mas ele estava muito vinculado ao Maluf e deu no que deu.

Não vejo negros na Política.

Ainda hoje, os salários dos negros são inferiores aos dos brancos.

Eu digo que sou negra. Falei pro sujeito do Censo. Não acredito que existam pessoas negras e acho meio idiota isso de nivelar pessoas pela cor de sua pele.

São seres humanos. Assumo a minha negritude, pois entendo que para fins classificatórios, existe essa distinção do negro e do branco.

Mas isso é um ranço colonialista.

Não sou parda, pois não sou papel, sou pessoa.

Não sou mulata, pois não sou animal de carga, mula para transportar.

Não sou morena, pois não sou paca ou perdiz, não sou caça para caçador.

Sou Patrícia, da cor do amor, com meus cabelos cacheados e meus lábios carnudos.

Sou gente. Sou bonita, dentro da minha contextualização de pessoa, capaz de amar e de sentir a vida em sua plenitude e possibilidades. Sou brasileira, um ser miscigenado.

O IBGE é elitista.

Coisa de branco. Mas existe essa cor, branca? Branco não é esse fundo do Word em que estou digitando esse texto?

Imagine se eu visse por aí uma pessoa dessa cor, sairia correndo, pois acharia muito estranho.

Branco, negro, tudo bobagem.

Somos seres humanos. Animais nascidos do amor. Programados para fazer outros seres com amor. Amor de Eros.

Mas hoje é o dia da consciência de seres que foram maltratados, agredidos e escravizados por outros seres que criaram uma idéia absurda e ao apegar-se a ela, tornaram-na uma verdade provisória.

Construções, verdades provisórias, processo civilizatório.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cracolândia, a cidade dos mortos vivos

Cracolândia ou a cidade dos mortos vivos




Li uma vez em um livro evangélico de Ellen White, que Satanás vai destruindo o coração da criança primeiro atacando a sua auto-estima e depois a levando para o caminho do mal, quando a criança percebe que nada vale a pena.

Que valores morais não servem para nada, são meras construções humanas para instaurar e fixar o processo civilizatório.

E que as funções de mães, pais e educadores eram impedir que isso acontecesse, porque quando uma criança é entregue aos nossos cuidados nada poderia nos impedir de cuidar dela é nosso dever cuidar para que ela não se desvie do caminho correto.

E vejo pessoas cuidando de resgatar a auto-estima das pessoas que estão entregues a essa situação de morto vivo na cidade do crack, a Cracolândia.

Quando eu comecei a assistir ao programa Profissão Repórter, estava a beira das lágrimas.

Depois, algo antigo começou a se mover dentro de mim.

E me lembrei de uma certa panela de macarrão cozido, temperado com alho que foi dado a uma criança de sete anos por uma vizinha que teve a compaixão de verificar que a menina e seus irmãos estavam com fome.

E havia, dentro daquela comida, uma aranha doméstica, morta, pois a panela havia sido deixada de qualquer jeito em cima do fogão.

A aranha foi retirada e a comida foi devorada.

Lembrei de uma folha de jornal, com letras grandes escritas “São Paulo”, que as mãos infantis utilizaram para embrulhar uma caixa de papelão, com mangas Haden dentro, e que voltaria para São Paulo.

Ali, uma situação de trabalho infantil, que a livrou da indignidade por dar valor ao trabalho que podia comprar um pacote de macarrão fechado para ser cozido em condições de higiene.

E quem sabe um dia, comprar o próprio jornal, cheirando a limpeza e a boa vida.

São Paulo e a cidade dos mortos vivos, onde a pobreza se mistura a riqueza, de um jeito promíscuo e sem vergonha nenhuma.

E que foi os bancos escolares e uma porção e vergonha na cara, valores morais enfiados goela abaixo, entremeados com valores religiosos que a salvou da derrota de viver alienada e recolhida para ir parar na cidade dos mortos vivos.

Então, entendi que os caminhos dos seres humanos são entrecortados por lágrimas e lutas, e que as pessoas que perambulam ali, naquela cidade dos mortos vivos tem esse destino porque estranhamente escolheram viver daquele jeito.

E que talvez seja certa a Diretora de escola que quer ignorar que exista um mundo onde a miséria anda de braços dados com a feiúra do mundo.

E que o jornal, que antes era símbolo de estar bem, se torcer, sai sangue, suor e lágrimas.

Que a vida não dá tréguas e que cada um cuide de sua porção, pois não se sabe a que hora seremos ceifados.

O coração sangrando, as mãos finas mas a alma calejada.

Os bancos escolares a livrou do cabo da enxada, da sobrevida infame que é a herança maldita dos que não tem capital cultural ou financeiro.

Ontem, entendi um pouco mais da vida.

E a compaixão por aqueles seres foi substituída por resignação e num assomo, preciso lutar para que a Dignidade, essa senhora ornada de boas jóias e bom perfume venha e faça comigo morada definitiva.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como Ganhar Dinheiro na Internet
A vitória da Menina Fantástica





Depois do povo marronzinho de Roitman, a Globo se retrata, dando os louros da vitória a uma amazonense, descendente de aborígenes.

Talvez essa escolha seja por parte o que ficou no inconsciente das pessoas, com aquele filme da Globo, que tinha uma indiazinha de nome Tainá.

Qualquer que tenha sido o motivo foi feita a justiça a memória histórica brasileira.


A beleza da modelo está nos traços puros e harmoniosos e quanto a seu aspecto físico, seu corpo, sempre achei modelos magras demais, para mim entre o surreal e o irreal.

Para mim, amante da boa e calórica comida, viver com uma folha de alface não faz sentido.

Odeio arroz integral, amargo e duro, pão e bolacha devem ser feitos da maravilhosa e calórica farinha branca, com muito creme e gordura. Opções de vida ou a volta ao paladar infantil, em um complexo que os psicanalistas definiriam melhor.

Mas o fato é que eu gosto muito de comer e não tenho pressa de morrer, pois como dizem los outros, comida muito refinada mata devagar.

Não sou obesa e gosto de me exercitar. Antigamente, fazia caminhadas. Hoje vou a pé

para o trabalho.Mas sou cheinha e gosto disso.

Voltando a Fantástica, o Concurso global dá as meninas um sonho mais palpável e eu vi com os meus olhos que a terra há de comer, meninas lindíssimas, verdadeiras deusas serem desclassificadas, ficando o título para uma menina magrinha, com traços indígenas, bonita mais menos bonitas das que se foram.

As falácias da Globo ou o derretimento do gelo polar do preconceito e da identidade cristalizada, numa verdadeira redescoberta da Identidade brasiliana, o que será?

Já falei muito de mulher, sou heterossexual, felizmente, mas não se fazem concursos para eleger o menino fantástico.

O único menino fantástico que eu conheço é o Zeca Camargo com aquelas sobrancelhas árabes e aquele jeitão que convence.


domingo, 14 de novembro de 2010

Esse povo marronzinho

Esse povo marronzinho...




Chocada com a publicação da Ilustrada de hoje. Esse povo marronzinho é um eufemismo de Odete Roitman.

A Ilustrada de hoje mostra o complexo de vira-latas que o povo brasileiro tem, a apreciação indevida pelas nossas raízes brancas, o que significa ser latina traduzida pela linguagem de um jornalista que quis fazer pouco das raízes brasileiras e dos traços étnicos de um povo.

O que significa ser mulher, pobre, preta e proletária pelo viés dos iluministas de plantão.

Quero lembrar a Folha de são Paulo que não é somente esse povo europeu, de pele clara e olho claro assina a Folha de São Paulo.

Geralmente, é esse povo marronzinho, que, com seu parco salário e com sede de informação suficiente, deixa uns trocados para garantir o emprego de críticos como Ferreira Gular, Cony, Catanhêde, Pondé, Varella, Danuza Leão (que deixou claro que discutir feminismo é coisa ultrapassada).

Talvez sem esse salário eles e elas sobrevivessem, pois já tem capital suficiente.

Vou consultar os meus botões para saber se suspendo a assinatura desse jornal, que trata tão mal as pessoas pobres, pretas, pardas, penetras na good life, que viram sua chance aumentar pela assunção de Lula ao poder.

Agora, o grande pai vai embora e deixa no seu lugar, a Roussef, cujas raízes estrangeiras possa estar deformando o olhar benigno que ela eventualmente possa lançar pelas mazelas desse povo marronzinho, do qual faço parte.

Lamentável. É pagar para levar um chute no traseiro.

Quem são eles e elas?







quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quando a criança se recusa a aprender

Quando a criança se recusa a aprender




Aprender a aprender é uma das expressões de efeito utilizadas a exaustão e criadas por Vigotski , da escola de teóricos da Educação de cuja fonte bebemos nos Cursos de Pedagogia.

Podemos passar por isso várias vezes, pois a dicotomia da teoria e da prática existe e tem seus efeitos perniciosos na vida de cada um.

Enquanto a professora e o professor lutam para aprender a aprender, abstrair a teoria e conjugá-la com a prática, algumas crianças se recusam a aprender.

O conteúdo educacional não faz sentido para elas e eles.

Existem um ou dois em cada sala de aula, que se sentem menos motivado ou motivada.

Mas casos em que a família, depois de procurada pela escola, se recusa a dar encaminhamentos necessários para seus filhos e filhas, o problema central fica na mão do professor e da professora.

E este, ou esta, relegado a condição da sua formação insuficiente e de seu jogo de cintura defasado pelas humilhações sofridas no seu ambiente de trabalho, se sente impotente diante da situação incômoda: esse menino ou essa menina não quer aprender.

Claro está que dentro de uma sala de aula, o próprio ambiente educacional faz com que a criança aprenda algo.

Mas os rebeldes tumultuam a sala de aula e a professora fica parando todo instante para falar de disciplina e de ordem e o conteúdo educacional vai pras cucuias.

Não é o caso que Luis Carlos de Menezes discorreu tão bem na última edição da Revista Nova Escola: “Esse menino não sabe de nada”.

São crianças que, apegadas ao seu egocentrismo e a sua imaturidade emocional, ou aos (maus) costumes de rebeldia contra a figura do adulto, faz pirraça e fica o ano todo dentro de uma sala de aula arrumando confusões.

Talvez, perigosamente, podemos falar sobre a análise da personalidade da criança, pois já foi se o tempo que alunos e alunas eram ou são soldadinhos de chumbo esperando as orientações do professor e da professora.

Cansativo isso de conjugar os dois gêneros?

Então vamos a ela: a criança tem uma personalidade própria e seu comportamento vai de acordo com o seu grau de comportamento moral, passando pelo terreno de Kolbherg da anomia a autonomia.

E tudo depende também do valor afetivo ou instrutivo que ela e a sua família dá a educação.

Espero que ainda tenha material suficiente para escrever um livro em que eu possa estar tirando a carga das costas dos professores e das professoras, que não são semideuses.

Eles e elas precisam da ajuda de outros profissionais de outros campos de saber: Psicologia, Fonoaudiologia, Psicopedagogia.

Ou da ajuda das Diretoras e coordenadoras quando elas reconhecem que ninguém faz nada sozinho ou sozinha.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010










Oh, dia, oh, mundo, oh vida!

I can, but I can not everything


Oh, mundo, oh dia, oh, vida




Capitalismo selvagem



Pelo pouco que eu tenho de entendimento para conhecer o que acontece no mundo, parece-me que o governo de Obama está sendo rejeitado pelo povo americano, principalmente aqueles apegados ao bom e velho capitalismo selvagem.

Sempre achei que Obama é um bom sujeito. O apetite do mercado financeiro dos Estados Unidos com as suas elevadas taxas de juros e investimentos sem retorno deixou o país na crise.

Parece-me que Obama é comedido quantos aos riscos e Wall Street não gosta muito das políticas implementadas por ele.

Ele peca pela retórica e por políticas que desagradam a comunidade financeira.

Talvez ele tenha gasto o seu latim com gente que quer ver um mercado sanguinolento.

Talvez apegado aos postulados cristãos, ele realmente creia na Democracia.

Dizem que Obama faz parte de um movimento chamado Iluminati.

Suas opções e direcionamentos não cabem discutir aqui.

O senso comum me avisa que Obama foi eleito para carregar toda a culpa da crise financeira que foi instalada na era Bush e na era Clinton. Tipo, pagar o pato.

E falam muitas coisas sobre ele.

Quanto a mim, continuo a considerar um modelo de Democracia e embora, a sua face cansada e os seus cabelos grisalhos me fazem entender que I can, but I can not everything.

Gosto de Obama.

Gosto de Dilma. São modelos da Vitória que é traçada nos bastidores.

Pensar sobre os Estados Unidos redimensiona o momento histórico que estou atravessando. Faz-me entender o mundo e ousar.

Sair da taba do índio com uma TV colorida programada pra só dizer SIM.

Boa sorte, Obama, boa sorte, Dilma.