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sexta-feira, 26 de março de 2010

Palestra em Assis


Quero a alegria de um barco voltando ,,,




Um barco voltando repleto de esperanças, simplicidade e amor.

Tão fácil ficar ali, ouvindo uma conversa despretensiosa e ao mesmo tempo tão repleta de significados.

Lembrei da brincadeira do barquinho: lá vai um barco carregado de... Alegria.

A alegria que o que não é simples de coração não sente. Alegria de estar em contato com uma alma evoluída, que tem tantas lições para ensinar.

Professor dos professores e um rapaz tão jovem.

Falou de tudo um pouco, Dos pequenos medos, das insignificâncias, da nobreza do ato de ensinar.

E repentinamente o barco partiu.

Para singrar outros mares. Para iluminar novos portos.

Muito obrigado.






domingo, 21 de março de 2010

Eu não matei Joana Dar´c

Eu não matei Joana Dar´c




“ Eu nunca tive nada com Joana Darc, nós só nos encontramos para passear no parque. E ela me falou que andava ouvindo vozes e que antes de dormir sempre tomava algumas doses.

Creio que é a última vez que eu lanço a minha garrafinha no mar com esse assunto que já me encheu o saco.”

Amo alfabetizar, mas sala de alfabetização é uma frustração para mim pois estou debaixo da mardiçao maligrina da Lourdes que diz que eu não tenho profile para alfabetizar.

Rárárá;O problema é que eu gosto de usar o método fônico misturado com os liames dos construtivistas.

Eu vejo meu Brasil com brasileirinhos que precisam se alfabetizar com todos os mecanismos disponíveis para alfabetizar, exceto os perversos.

Lá no Rio de Janeiro mesmo, segundo um conceituado blog, o método da cartilha está de volta.

E que alfabetizam com textos que dizem assim:

Meu nome é Charles.

Eu tenho uma chinela maravilhosa chamada Chaninha. Eu adoro passear com a Chaninha...

Sentido dúbio?

E que o método ideográfico não é lá aquela perfeição.

Ferrero e Teberovsky pertencem a outro contexto, a outra realidade.

Mais triste ainda é falar mal de uma professora e encerrar suas atividades porque a criança perdeu o respeito (!!?).

Cantou boi da cara preta e a criança cantou boi da bunda preta.

Então as professoras do Beija Flor perderam seus empregos.

Pois os petizinhos ali já devem ter falado coisas piores.

Então, eu não matei Joana Dar´c.Sou inocente e acabei de chegar.

Acusações principais: Lápis no chão, ficha de nomes no chão. Acho que tem gente que precisa arrumar alguma coisa para fazer para não ficar ferrando professora.

A Carquel deve estar por trás disso.

Ai que saudade da Assunção!

Me ferrava mas me tolerava.

Ali alfabetizei quase todos. E ainda com direito a ensinos inovadores como música clássica para os petis relaxar e o método do Paulo Freire mesclado ao livro do Marcos Hailler.

Blogs confessionais são essa mistura de casos e coisas. Casos que beiram o caos e coisas que são coisificadas.


sábado, 20 de março de 2010

Capovilla e as suas conjeturas sobre o ensino brasileiro baseados no Construtivismo

Ah, Emilia Ferrero não é espanhola, hihihi, ela é uma psicopedagoga argentina.


Entrevista com  o Professor de Neuropsicologia da Universidade de São Paulo (USP), Fernando César Capovilla., pela Folha Dirigida.




Especialista em distúrbios da comunicação e da linguagem.







Folha Dirigida — Como o sr. avalia nossos alfabetizadores?







Fernando César Capovilla — São pessoas dedicadas e que querem fazer um bom trabalho. No entanto, são impedidas de fazê-lo porque os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) do Ministério da Educação (MEC) estão completamente errados. Quando comparamos os PCN’s brasileiros com os britânicos, finlandeses, franceses ou americanos notamos uma disparidade extraordinária. Eles dizem para não fazer o que o Brasil faz. Existem dois métodos para alfabetização: o ideovisual e o fônico. O mundo inteiro, que usa a escrita alfabética, usa o método fônico porque uma revisão da literatura, de 115 mil estudos científicos publicados, provou que o método fônico é superior ao ideovisual, que continua sendo usado no Brasil e no México.







Folha Dirigida — O que é exatamente o método ideovisual? E o fônico? Qual a diferença entre eles?

Capovilla — No ideovisual o professor dá o texto para o aluno. O MEC recomenda, por meio dos seus PCN’s, que se dê o texto à criança (um texto, como eles dizem, complexo, rico), e afirma ainda que não há necessidade de ensinar a criança a converter letras em sons e sons em letras. Diz também que o professor deve aceitar tudo o que a criança escreve como uma produção legítima. O professor não pode ensinar, corrigir, treinar ou guiar a criança ao longo do processo. O MEC acredita que a criança aprende praticamente sozinha, que basta ter livros no entorno que ela vai aprender a ler e escrever, e isso é falso. O mundo inteiro descobriu, por meio de atividades científicas, que ler e escrever são atividades complexas que requerem um treinamento específico. São necessárias instruções sobre a relação entre as letras e os sons para que a criança possa codificar fonografenicamente (a partir da fala escrever) e decodificar grafonemicamente (a partir da palavra decodificar o texto e produzir fala). O método fônico evoca a fala, a mesma fala com a qual a criança pensa e se comunica. Por isso é um método muito natural.







Folha Dirigida — O Brasil sempre utilizou este método?







Capovilla — Antes a alfabetização era feita pelo método silábico. A partir dos anos 80, com o Construtivismo, foi introduzido o método ideovisual que produziu péssimos efeitos. O Brasil é recordista mundial de incompetência de leitura. O México está em segundo lugar e tanto um quanto outro seguem Emília Ferrero (psicopedagoga argentina), ou seja, o Construtivismo. O mundo inteiro deixou isso como sendo um mito, como sendo pernicioso para a criança. Pelos resultados se conhece o método. Quais são os resultados do método ideovisual empregado no Brasil? Incompetência. Por isso somos recordistas mundiais em incompetência.







Folha Dirigida — O método de alfabetização utilizado no Brasil está ultrapassado?







Capovilla — Ultrapassado, desacreditado e condenado pela França, Dinamarca, Itália, Suécia, Finlândia, Canadá, pelo mundo.







Folha Dirigida — O sr. poderia apontar diferenças entre os alfabetizadores brasileiros e os estrangeiros?







Capovilla — Os alfabetizadores dos países que investem em pesquisa científica para descobrir como melhor alfabetizar são formados para respeitar as etapas de desenvolvimento da linguagem da criança. Começam do simples para o complexo. O Brasil faz o oposto, começa do complexo. O MEC diz: dê um texto rico para a criança, um texto complexo. Isto é ridículo, é criminoso. O Ministério Público devia investigar o que acontece na educação desse país. Por isso que agora a Câmara dos Deputados vai começar a examinar a educação brasileira à luz do conhecimento científico internacional. O Brasil trata suas crianças como se elas fossem marcianas e, depois, elas são taxadas de incompetentes. Será que somos tão inferiores? Uma subraça? Não. A educação é que é inapropriada.







Folha Dirigida — Uma das críticas que se faz é que os jovens não sabem interpretar. Isto seria conseqüência do modelo de nossa alfabetização?







Capovilla — Exatamente. Quando se usa o método fônico se melhora a compreensão do texto. No método ideovisual, onde o professor dá logo o texto, o que acontece é que a criança tende a memorizar as palavras. Porém, o código alfabético não se presta à memorização fácil porque as letras são muito parecidas. Com isso, o que acontece é que a criança troca as palavras quando lê (paralexia) e troca palavras na escrita (paragrafia). Esses erros ocorrem porque o alfabeto não se presta à memorização visual. Ele tem que ser decodificado. Ele foi inventado pelos Fenícios para mapear sons da fala, por isso é eficiente. Se você sabe decodificar não precisa memorizar.







Folha Dirigida — Para introduzir este método seria necessário mudar a formação do professor?







Capovilla — Sim, mas isto é fácil. Quem opta por ser alfabetizador o faz por amor, por idealismo. Uma pessoa idealista é a primeira a se apaixonar pelo seu trabalho quando ele funciona. O método fônico produz resultados extraordinários. Em três meses uma criança está lendo o que não lia em dois anos sob o método ideovisual. As professoras que empregam o método fônico ficam maravilhadas com sua eficácia.







Folha Dirigida — É certo que quando o professor vê um resultado positivo ele se anima. Mas os docentes costumam apresentar resistências a mudanças...







Capovilla — Isto é humano. Mas quando eles experimentam a mudança, se ela for boa, acabam convencidos da importância de mudar.







Folha Dirigida — Há experiência no Brasil de alfabetização pelo método fônico?







Capovilla — Já temos pelo menos 40 escolas, em diversos estados, empregando o método no Brasil. Isto porque as escolas particulares, sensíveis à matrícula, se sentem pressionadas pelos pais que ameaçam cancelar o registro dos seus filhos se elas não produzirem bons resultados. Isto está acontecendo em São Paulo e certamente acontece no Rio. As escolas cujos egressos não passam para universidade pública gratuita são questionadas pelos pais. Preocupadas, algumas escolas perceberam que pelo método ideovisual as contradições e problemas se acumulavam ao longo das séries. Em São Paulo, as escolas que empregavam o Construtivismo viam os seus alunos irem para as universidades pagas. Pressionadas pelos pais começaram a procurar eficiência e descobriram no método fônico o caminho.







Folha Dirigida — O sr. disse que o professor tem que ensinar, tem que avaliar. Como o sr. vê a aprovação automática?







Capovilla — Isto está completamente errado. O objetivo dessa política é melhorar o fluxo, diminuir a disparidade entre a idade e a série escolar. Pelo Brasil existem 8 milhões de crianças fora da série. Isto é resultado de evasão ou repetência, ou seja, fracasso escolar. Nos dois casos isto ocorre porque a escola não está ensinando. Se passarmos a ensinar com eficiência, as crianças aprenderão e serão aprovadas sem precisar de progressão continuada ou do sistema de ciclos. O sistema de ciclos é ruim porque, se a criança não aprende, isto só será percebido daqui a dois, três, quatro anos. Então está se perdendo o que é mais precioso para o desenvolvimento humano, que é tempo. A janela de desenvolvimento da linguagem é até 6 anos, e desperdiçar este tempo prejudica fortemente a criança. Da mesma forma a alfabetização. Se ela não for feita na idade apropriada, que é 6, 7 anos, até 8 anos, na pior das hipóteses, ela vai ser feita num custo muito maior e com resultados muito menores. O método ideovisual não ensina, ele queima o tempo da criança.







Folha Dirigida — O sr. diz que para aprender é necessário decodificar. O que é decodificar?







Capovilla — É converter os grafemas em fonemas. Aprender a pronunciar a palavra em presença da escrita. Quando pensamos em palavras usamos nossa voz interna. Quando lemos em voz baixa escutamos nossa voz. Isto é o processo fônico: a invocação da fala interna em presença do texto. O método ideovisual desestimula esta fala interna. Ele tenta estimular a leitura visual direta, portanto, a memorização. Só que não é possível memorizar ideograficamente todas essas palavras. A forma correta é aprender a decodificar. Quando fazemos isso, naturalmente se consegue produzir a fala e entender o que se está lendo.







Folha Dirigida — Como o sr. avalia a qualidade da nossa educação?







Capovilla — A educação brasileira é a pior do mundo.







Folha Dirigida — Na sua visão, este resultado negativo tem relação com nosso processo de alfabetização?







Capovilla — Eu não acho, eu sei que sim! Pesquisas mostram isso, não é questão de discussão. Nos Estados Unidos houve a guerra de leitura. De um lado os cientistas que defendiam o método fônico e, do outro, os pedagogos que defendiam o ideovisual. O governo, consciente da importância da educação - sabia que era importante formar bem as crianças e jovens americanos para continuar à frente dos outros países - e dividido na briga entre cientistas e pedagogos, resolveu chamar um painel de especialistas para analisar 115 mil artigos comparando os dois métodos. Eles descobriram que o fônico era infinitamente mais eficiente do que o ideovisual.







Folha Dirigida — Se este método é tão superior e seus resultados positivos amplamente conhecidos, por que o MEC ainda não os usa?







Capovilla — É fácil entender isso. Os anos 80 foram anos de contestação ao governo militar. As esquerdas começaram a arregimentar as massas. Tanto que, hoje, temos um líder operário como presidente. No Brasil, houve uma reação muito forte aos governos militares. Foram anos de espontaneismo, de liberdade civil. Mas as pessoas acabaram confundindo as coisas. Confundiram ensino sistemático com ensino militarizado, clareza conceitual e especificação de currículo, de objetivos, de competências da criança com autoritarismo. Dessa forma, acharam que deixando a criança sozinha ela iria se desenvolver maravilhosamente. “O bom selvagem”, de Rousseau. É uma visão romântica maravilhosa, mas se o objetivo é tornar a criança competente, pesquisas mostram que este modelo não funciona. A própria Emília Ferrero, a ideóloga desta teoria construtivista que ainda domina o Brasil com garras de aço que nos levam à incompetência, nos seus estudos em psicogêneses da língua escrita constatou uma diferença entre crianças pobres e ricas no seu método. As crianças ricas chegavam ao nível 5, 6 de aprendizagem. As pobres paravam no nível 3. E olha que as crianças pobres de Emília Ferrero eram as nossas crianças de classe média. O melhor método é o que permite às crianças mais pobres um aprendizado tão bom quanto o recebido pelas crianças das melhores classes sociais. Isto porque a escola tem a função de justiça social. Ao aumentar a competência da criança, a escola permite a ascensão social.







Folha Dirigida — O modelo que temos hoje aumenta a desigualdade social?







Capovilla — Exatamente, porque se a escola brasileira não ensina, as crianças vão fracassar, se evadir, repetir de ano. Os pais, vendo isso, têm duas opções: os ricos contratam tutor, compram livros. Já os pais pobres, operários, não podem ajudar os seus filhos. Sob o construtivismo os filhos dos pobres se tornam mais pobres, e os dos ricos mais ricos, porque eles têm profissionais para lhes dar o que a escola está sonegando.







Folha Dirigida — Falamos que a alfabetização no Brasil é feita de forma incorreta. E com relação à formação dos professores? Como o sr. vê esta questão?







Capovilla — Piaget fazia a seguinte pergunta: Por que o professor tem tão má reputação (no sentido de respeito) em relação a outras profissões? Por que um médico é respeitado e o professor não, se educação e saúde caminham lado a lado? Segundo ele, isso ocorre porque o professor não faz pesquisa, não descobre por si mesmo o que funciona e o que não funciona. Ele não conquista o respeito intelectual como as outras profissões fazem.







Folha Dirigida — O sr. acha que a formação do professor alfabetizador deve ter preocupação com a pesquisa?







Capovilla — Sem dúvida. Se o professor tiver uma formação de metodologia de pesquisa ele poderá publicar artigos, livros, trocar idéias em congressos.







Folha Dirigida — É comum se falar na desvalorização do professor e atribuir isto à questão salarial. O sr. diria que não é só isso, mas sim que ele deve se impor enquanto bom profissional?







Capovilla — Para o professor ser valorizado ele tem que se valorizar, ou seja, tem que obter resultados melhores do que tem obtido. Quando alguém obtém bons resultados se sente bem, se valoriza, o auto-respeito aumenta e ele pode falar de igual para igual com qualquer pessoa. Neste caso, o professor pode conseguir financiamento para pesquisa e melhorar o orçamento. Ele deve fazer pós-graduação, que ensina metodologia de pesquisa. Na própria faculdade deve fazer estatística, noções de pesquisa, experimentos para que possa descobrir o que é melhor para as crianças e não ficar dependendo do cientista. Deve especializar-se em descobrir como melhorar o desempenho das mais variadas crianças. Hoje, a escola tem que incluir as crianças portadoras de necessidades especiais, e isto demanda pesquisa.







Folha Dirigida — Os docentes estão preparados para lidar com estes alunos?







Capovilla — Os meus professores estão. O que faço na educação especial faz com que as crianças possam ir para a sala de aula. Se dermos aos professores os instrumentos que eles precisam para avaliar estes alunos e às crianças os instrumentos para que possam aprender a ler, escrever e fazer o dever de casa a inclusão é possível. Estou fazendo pesquisas sobre isso há 25 anos e tenho todos os instrumentos. Basta o governo querer usar. Sou da USP, universidade pública e gratuita. Então, o instrumento do meu trabalho como pesquisador deve estar nas mãos do professor e compete ao governo pegar este material e dar para o professor. Mas o governo fala muito e deixa o professor desassistido. Não dá ao professor instrumento de avaliação, não dá a criança instrumentos de comunicação e espera que ela seja incluída. Como fazer isso? Por milagre? Não, por meio de pesquisa científica, de implantações tecnológicas.







Folha Dirigida — A exigência de que os professores tenham nível superior vai melhorar a qualidade do ensino?







Capovilla — Demandar educação é a tendência universal. Cada vez mais educação, sem dúvida, é bom. Agora é preciso avaliar a qualidade da formação universitária que vai ser dada a estes profissionais. Esta formação deve necessariamente incluir metodologia de pesquisa científica, estatística, como descobrir o que fazer. Assim, o educador brasileiro não vai depender dos outros para lhe dizer o que fazer. Ele poderá observar a melhor forma de alfabetizar.







Folha Dirigida — O Sr. é psicólogo, atuava numa clínica de reabilitação de leitura. Como caminhou para a pesquisa na área educacional?







Capovilla — Comecei como clínico. Tratava de distúrbios de leitura, mas minha clínica não parava de receber crianças. Percebi que uma parte delas tinha um problema de natureza biológica que chamamos de dislexia (distúrbio de aquisição de leitura). Crianças dislexas existem no mundo inteiro, mas no Brasil a taxa parecia ser extraordinariamente maior. Quando avaliava percebia que muitas crianças não eram dislexas, não tinham histórico de dislexia na família. Então, como elas tinham na escola um desempenho tão próximo de dislexia? Na análise descobrimos que os casos ocorrem em crianças de uma mesma turma, de uma mesma escola. O que este país está fazendo? Enchendo as clínicas de reabilitação, públicas e gratuitas, porque a escola não está alfabetizando.







Folha Dirigida — Por isso o sr. resolveu investir na pesquisa nesta área?







Capovilla — Eu já fazia pesquisa. Isto me encaminhou para uma atuação política nas escolas. Vi que o problema não era clínico, e sim educacional. Que é necessário atuar preventivamente para fazer justiça social. Se a escola fizer o seu trabalho, só vai para a clínica quem precisa de tratamento. O Brasil se dá ao luxo de sacrificar, de crucificar as suas crianças no altar da incompetência para adorar a deusa, Emília Ferrero, dos construtivistas. Isto é um crime.







Fonte: Folha Dirigida

sexta-feira, 19 de março de 2010

Reflexão sobre ética e competência


Já virou um termo muito usado falar como Leonardo Boff, Cada ponto de vista é a vista de um ponto.
Quando sei que o tema da palestra de Chalita é sobre a reflexão sobre ética e competência, um receio aflora em meu coração;
Sei que Jesus quer que eu seja corajosa. É difícil carregar esse fardo até a dor passar.
Tudo o que eu fiz até hoje, dentro da Educação foi com infinito amor e dedicação.
Mostrei ética e mostrei competência. Nenhuma criança passou por mim sem que eu a visse como um ser humano completo, com potencialidades a serem desenvolvidas.
Tive minhas falhas, como todos tem.Segui o meu caminho quando me falaram que eu era produto do meu meio e que eu não cabia na educação pela minha origem humilde.
Houve momentos preciosos aonde eu percebi que havia algo maior me segurando dentro da educação.E que aquelas crianças eram terras férteis aonde a preciosa semente deveria ser lançada.
E eu era a lavradora.
Depois de todas as dores, tudo pareceu um pesadelo, sonhos foram destruídos.
E eu estou de pé. Por um breve tempo, as minhas pernas ficaram frágeis e eu não sei o meu futuro.
Mas eu guardei a carreira e combati o bom combate.
Sou uma valorosa guerreira, pois Deus me trouxe até aqui e me segurou.
Ètica e competência.
Espero que haja sementes a serem plantadas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Beija Flor II

BEIJA-FLOR II




Em uma área aberta, cercada de muito verde acontecem as aulas do Projeto Beija-Flor. Inclusive, tem aulas de Meio-ambiente lá. Ontem, conheci as professoras do projeto. Todas muito simpáticas e falantes, entre elas estava a Ruth.

Ruth é uma dessas pessoas inesquecíveis, pois o seu jeito aberto não deixa margem que as agruras da vida transformam o espírito humano para exercer uma simplicidade incrível.

Bem melhor do que determinadas pessoas que tem uma postura arrogante e esnobe, como se ainda coubesse em um ser que exerce o magistério uma postura arrogante.

Eu gosto de gente assim, que lidam com pessoas de verdade, que são aqueles meninos e meninas com um histórico de vida sofrido que recebem uma nova chance para a felicidade, através de uma inserção social, ocorrida através da Educação.

Creio, porém, que não é papel da escola sanar todos os males e os professores, como os advogados são presas e vítimas da ideologia fácil da mais valia e os que tais que advém dela.

Com um espírito desiludido, entendo que as professoras farão (e fazem) um esforço incrível para educar e recuperar aquelas almas, que deverão abrir o caminho para a luta da sobrevivência sozinhas, apenas com a lembrança daquela professora ou professor que as valorizaram, que se importaram com elas.

Para elas, essa centelha de luz será tão valorosa quanto foi o salmo 91, para aquele jovem detento que escapou do massacre do Carandiru, relato de Dráuzio Varella, em um dos filmes brasileiros bem sucedidos.

A mãe do garoto o havia ensinado a orar o salmo 91, pois ele o haveria de proteger de todas as adversidades e dores maiores.

Então, caído no meio de centenas de corpos massacrados, ele se lembrou do salmo 91.

E foi essa lembrança que fez com que se fingindo de morto, escapasse do fuzilamento.

Na complexidade de todas essas coisas, recordo que Jesus dizia que poderíamos fazer o papel dele, que seríamos seus instrumentos.

E as pessoas que trabalham com a Educação são instrumentos de Cristo, mesmo sem querer ou saber, toda vez que acolhe e liberta uma alma repleta das dores do mundo.

Entretida com as minhas próprias dores, reflito sobre a importância desse papel, dessa missão.

Gabriel Chalita virá a Assis, conversar com as professoras e com os professores. Ele e o amigo dele, o padre Fábio de Mello acreditam na bondade inerente do ser humano. Não chego a esse extremo.

Mas iniciativas assim, do resgate desses alunos e alunas mostra que ainda existe uma alma boa se movendo junto com o viés mercadológico e capitalista da educação estatal.

Despida de qualquer idéia bovina ainda acho que mesmo que isso seja feito por obrigação, salvam umas almas das drogas, da prostituição, e isso melhora o mundo um pouquinho mais.

sábado, 13 de março de 2010

Um sistema fadado ao fracasso




Estou me cansando de falar de educação e inclusive de trabalhar na Educação.Percebo uma grande falácia em tudo o que envolve o assunto da educação, inclusive em questões de planos de ensino.

A presença de alunos com deficiência mental leve a moderada com casos extremos de violência doméstica tem perturbado a rotina da sala de aula.

Não é preciso ignorar o que esses jovens trazem e nem imaginar que estão sendo bodes expiatórios.

Uma criança que recebe uma educação baseada no desamor e na violência é um perigo em potencial.

Como a criança aos seis, sete anos de idade está naquela fase de espelho, tudo o que vê é repetido.

Uma criança que age com procedimentos de violência extrema vai ser a exceção que se transformará em regra..

Indira Ghandi dizia que se um homem chega ao extremo do seu amor, todos os outros sentirão com ele a extremidade de seu sentimento.

Eu acredito que as más influências, o comportamento desregrado de um aluno contamina os demais.

E isso não tem nada a ver com metodologias e posturas do docente, que via de regra, é encostado na parede e acaba sendo prejudicado.



Trabalho com o concreto



È muito bonito falar que uma criança do primeiro ano trabalha com o concreto, aprende com o concreto.

Fazendo uma piadinha de humor negro, o concreto para um aluno pobre, é o cimento que ele vai jogar na parede construindo as casas de concreto para os burgueses morar, como “oreia seca”, ou servente de pedreiro, enquanto ele morará mal e com dificuldades de pagar o aluguel.



O Alfabeto móvel, a ficha de nomes e a coordenadora pedagógica



A coordenadora pedagógica da escola x quis implantar o sistema de ensino da escola particular onde seu filho está matriculado em uma sala de aula de escola pública com alunos com históricos de gente sofrida, envolvidos numa pendenga jurídica para conquistar o direito de estudar ali.

Fez crachás de EVA para pendurar e crachás de mesa. Não duraram inteiros dois dias.

Anteriormente, tinham sido providenciados crachás de papel cartão  que as crianças perderam.
O Alfabeto móvel estava dentro de enevelopes e as crianças mostrara, pouca concentração para formar palavras. Comportamento que iria ser conseguido com paciência e tempo.
As carteiras dispostas em grupo de quatro ( orientação da coordenadora) também foram desarrumadas pela própria diretora com um pretexto de que as crianças teriam dificuldades de enxergar na lousa, colocadas enfileiradas como o tradicional.

Observei tudo isso, deixei invadirem o meu espaço, escreverem na minha lousa, com a pretensão de me ensinar a dar aulas.

Eu sabia o tempo todo que isso era inútil e que elas estavam apenas contribuindo para que as crianças perdessem o pouco de respeito que tinham por mim.Me desautorizando.



Metodologia de Ensino



Na primeira sondagem, as crianças não escreveram nada. Talvez com medo da professora nova.

Um mês depois, escreveram bem, e o que se diagnosticou que tem umas no pré silábico e outras no silábico.

Quem fez a sondagem foi a maravilhosa coordenadora pedagógica, no exercício da sua desautorização da professora.

Esses níveis são suspeitos e merecem uma revisada.Vamos a eles:



Iconográfico é quando uma criança escreve só com uma letra, garatuja é quando fazem bolinas e risquinhos e pré silábico é quando usa um monte de letras para escrever uma palavra.

Só isso já dá um angu de caroço, pois não podem rotular crianças num mesmo nível se elas apresentam registros diferentes, como comumente fazem.

Depois sou eu que não sei alfabetizar.

E Lourdes Rodelling, (segundo ela) que só trabalhou no Jardim II e Jardim III o que entende de alfabetização?

Para ela, é o lúdico, o concreto.

Mas o lúdico e o concreto também estavam sendo usados. E escrever, grafar letras também.

Longe de mim falar como as antecessoras de Ferrero,( que na minha modesta opinião, apesar dos avanços que trouxe, era apenas uma espanhola metida) , que a letra com El sangre se entra.

Capovilla e Capovilla mostraram com muita propriedade que ... a implantação equivocada do construtivismo e suas más interpretações tem formado alfabetos funcionais... sobre a tácita aprovação do MEC.

Mas se a crianças não escreve, não grafa as letras, como aprenderá a escrever?

Bem tinha sido essa a opinião da diretora, mas na presença da supervisora, ela mudou de opinião bem depressa.

Ah, os descaminhos da Educação ....

Se ferrar é preciso.

domingo, 7 de março de 2010

Pesquisa e Educação: II

Pesquisa e Educação: II

II

A percepção de que você é parte da Mente Universal é principalmente uma questão de calma meditação e do cultivo gradual dessa percepção. Ela cresce em você, por assim dizer. Na verdade, o conjunto da tendência dos trabalhos práticos de Psicologia é trazer-lhe a este estado de consciência.


Quando você gradualmente aprende a verdade sobre si mesmo, que você é um com a Mente Universal, você terá descoberto a verdade que faz livre.

É através dessa realização sublime que muitas pessoas ficam habilitadas a conseguir grandes coisas.

A habitação da Mente Universal na criatura humana opera principalmente em três diferentes níveis de atividade. Estes são conhecidos, respectivamente, como Mente Universal, a mente subjetiva, e a mente subconsciente.

Nenhuma dessas fases reside verdadeiramente no indivíduo, mas todas elas são partes do funcionamento da mente Universal que opera através da criatura humana, pelo cérebro e pelo sistema nervoso.

A parte da mente que contem as faculdades de atenção, vontade, razão, desejo e percepção têm esse objetivo.

Não é a parte que está unida a Mente Superior, pois esta limitada ao aparato orgânico, ou seja, as necessidades biológicas e sensoriais do ser humano.

Resumo do livro Realization System de Daniel Simmons e Raymond Smith

Objetivos da Prática de Psicologia
Introdução


Este eBook serve como uma introdução ao tema fascinante da Prática da
Psicologia. A prática de Psicologia é um sistema de vida e de pensamento, cuja função é  sugerir formas e meios pelos quais os homens e as mulheres podem tornar-se abundantemente bem sucedidos e felizes. Durante todo este eBook você vai ver que se referem as lições de aulas particulares da prática de psicologia que temos, chamado de Sistema de realização.

Quando há essa prática focada na Psicologia, há uma insinuação que o segredo para a vida bem sucedida está somente nas práticas psicológicas de um pensamento voltado para a realização pessoal e profissional, abdicando da prática religiosa.

Mas a prática da religião do bem, voltada para as leis de Deus e a salvação de Jesus e a sua vida abundante é outro modo de visualizar as coisas e de praticá-las não havendo conflitos e choques e sim harmonização das práticas de uma vida bem melhor, a vida abundante que Jesus prometeu.

No século 21, há um estreitamento entre as práticas da religião marcadas pelas tendências da psicologia, já que ambas procuram trazer os mesmos idéias, da prática da vida abundante da felicidade, da paz, do amor e da justiça.


A Psicologia é amiga da religião e procura ajudá-la. Essas duas grnades forças agem em conjunto e estão se esforçando com um objeto comum, que é o melhoramento da humanidade.

A Psicologia Prática ensina que há apenas uma Inteligência Infinita ou Mente que permeia todo o Universo em funcionamento em e através de todas as coisas criadas.

Esta é a Mente Universal, (ou Infinito Espírito), que é onisciente e todo-poderoso e que habita em todos os seres vivos, incluindo o homem. A natureza é uma sala de Inteligência em que vivemos, nos movemos e temos nosso ser, e que responde a nós na proporção direta da percepção do indivíduo de sua verdadeira relação a ela.

Vou plantar uma escola em todo lugar


Desejo de plantar uma escola em todo lugar, foi a fala  da Sra. Ilustríssima Secretária da Educação de Assis, certo dia.O Projeto Beija Flor, que mostra a preocupação com os mais carentes e com os portadores de características diferentes, sejam os valores e as atitudes ou a super dotação.
Dizem que há interesses políticos em tudo isso, e é bom que assim seja pois a educação é essencialmente política.
Não há nada contra querer ter participação política principalmente se for para beneficiar os desfavorecidos ou se tem a vontade própria de ser mais e melhor.Como diria John  Dewey, a alma tem a potência de milhares de cavalos.
Caminhando para a escola, no tempo em que eu passei brevemente pela Biblioteca, conheci um ex aluno que estava no projeto Beija Flor.
Seu semblante triste mostrava a saudade que tinha em voltar para a escola que frequentava antes.
Refleti muito em  tudo aquilo e depois a experiência de sala de aula me mostra que crianças que tem algum desvio de comportamento precisam de lugares diferentes, onde possam sobretudo trabalhar com artes e artesanato.
Ficar sentado cinco horas dentro de uma sala de aula, por melhor que seja a educação dada, não é suficiente para elas que ou tem alma de artista ou  que a vida já direcionou de uma forma que não é a correta.
Admirei me da sabedoria  e da inteligência em criar um espaço para essas almas, não as excluindo e sim incluindo de um jeito novo.
É como plantar uma escola em todo lugar e plantar uma alma nova na educação, deixando as pessoas a vontade para que aprendam com seus próprios erros.
Isso me motiva no sentido de que apesar da injustiça cometida contra mim  pelo Senhor Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato de Souza, ainda há a fibra dessa mulher que me leva a crer na Educação mais uma vez.
Muito grata a você.