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sábado, 30 de maio de 2009

A Pedagogia do Abraço

Pedagogia do Abraço
Pedagogia do AbraçoouComo utilizar um simples abraço na práxis de inclusão psicopedagógica.A cada dia que passa, deparamo-nos cada vez mais com alunos portadores de necessidades especiais em nossas salas de aula. Essa curva crescente pode ser explicada por diversas teorias, que vão da problemática da dependência química entre pais, encostando até numa realidade socioeconômica incapaz de prover alimentação consistente, eficiente e de qualidade para nossas crianças, impactando perigosamente no seu desenvolvimento biológico e intelectual.Todavia, nem só crianças portadoras de “evidentes” necessidades especiais (surdez, cegueira, subnutrição, Síndrome de Down, paralisia infantil, entre diversas outras), são percebidas de forma também crescente nas salas de aula: há um crescimento bastante interessante (alarmante) na população de crianças hiperativas no ambiente escolar; e, esta criança merece, certamente, no mínimo a mesma atenção (quanto a quantidade) e a abordagem pedagógica competente (qualitativamente) para não só a realização de diagnósticos envoltos à causa, mas ligados à solução e/ou adequação desta criança em todos os anais acadêmicos que ela tem direito (ECA).Neste texto, sugeriremos uma práxis bastante simples para o desenvolvimento de um processo convalescente objetivo e focado em resultados práticos e perceptíveis numa cronologia de curtos e médios prazos: “A Pedagogia do Abraço”.A Pedagogia do Abraço na Escola ContemporâneaHoje em dia, sabemos que as novas gerações de crianças estão, cada vez mais, fadadas a problemas ligados à carência. Carência econômica, estrutural, espiritual e principalmente afetiva.Os problemas inerentes ao cotidiano (desemprego, alcoolismo, materialismo, ambição, ganância, fome, exclusão social e intelectual, etc.) oscilam por todas as camadas sociais e impactam na criança da mesma forma – ao passo que crianças abastadas não sofrem de fome ou de estresse familiar decorrente do desemprego, problemática comum às comunidades periféricas dos grandes centros, sofrem carências ligadas ao abandono causado pela ganância, pela ambição, pelo egocentrismo materialista dos pais que, muitas vezes priorizam suas carreiras profissionais aos cuidados afetuosos necessários aos seus filhos, e vice-e-verso. Consequentemente, temos um problema transcendente ao cenário econômico, temos um problema afetivo-social.Uma vez que não se trata de problema econômico, ou exclusivamente econômico, parece mais fácil a busca por soluções. Sabemos que a vida comunitária da criança, seu macro habitat, é trino e consiste no lar, na escola e na comunidade em geral. Aplicando um ingênuo processo de eliminação e entendendo ser certo o foco dos problemas no lar – junto da família, ficamos com outros dois nichos, interligados é verdade, para a aplicação da prática curativa (ou atenuante) que se faz mister na formação de jovens menos problemáticos, mais autônomos e mais seguros: a escola e a comunidade. A comunidade é muito ampla, muito heterogênea e muito inconsistente – é nela que ocorrem as mudanças sociais de micro e macro espectro, é nela que os acontecimentos civis têm sua importância; é na comunidade que o foco sobre o coletivo vem antes do individual, logo, descarta-se também. Sobra-nos a escola, que já chega embasada num sustento ideológico, numa obrigação constitucional de formação, de aperfeiçoamento e de inclusão; é nela que devemos aplicar a Pedagogia do Abraço, sob a batuta dos professores - tão nobres substitutos (e aliados) dos pais na árdua arte de educar.Terminologia do “Abraço”Todos sabemos que abraçar significa abrir os braços e receber outrem a si; significa juntar ao peito alguém que queremos bem; segundo o Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa “abraço” significa 1 apertar(-se), cingir(-se) com os braços. 2 cercar, rodear. 3 abranger, conter. 4 entrelaçar-se, o que nos leva a refletir na dimensão deste ato, que de tão utilizado pelas sociedades civilizadas, tornou-se quase vulgar. Vejamos a abrangência do abraço: com ele podemos unir, receber, proteger, abranger, somar e principalmente INCLUIR num mundo então particular – o eu – alguém muitas vezes carente e perdido.Abraçar, dentro desta pedagogia, nada mais é que trazer o aluno para o meio comum, incluindo-o afetivamente num mundo mais brando, mais protegido, mais unido, mais abrangente e mais humano.Metodologia e Práxis CotidianaPraticar a Pedagogia do Abraço, consiste em cumprir à risca as premissas necessárias para exercer qualquer função acadêmico-educacional, ou seja, ser consciente da importância da tarefa de formar seres sociais e pensantes, que jamais podem ser discriminados, menosprezados, mal influenciados e negligenciados sob qualquer hipótese.Em a Pedagogia do Abraço, o professor, além de assumir um compromisso com o intelecto do aluno, o que já é previsto, passará a se responsabilizar pela inclusão deste aluno numa realidade afetiva, onde a emoção vale o mesmo que a razão, onde não haverão crianças relegadas a um segundo plano, onde todos serão tratados com prioridade e até emergência, onde o diálogo, o contrato e o abraço far-se-ão constante mister como objeto da convalescença da problemática da exclusão e da carência.Alunos famintos de amor serão saciados.É importante lembrar que esta proposta pedagógica embora semelhante, não é a Pedagogia do Amor (de Gabriel Chalita, nosso eminente Secretário da Educação); nem tampouco trata-se de um plágio. Pedagogia do Abraço é uma ferramenta adicional no processo pedagógico geral, que claro, recebeu uma influência bastante aguda da proposta sugerida pelo nosso brilhante Secretário. Pedagogia do Abraço é talvez um dos endossos que processos mais abrangentes, como por exemplo a Pedagogia do Oprimido, poderia receber – uma extensão na questão da inclusão.A metodologia deste processo pedagógico é muito simples: a princípio, basta muita atenção e interesse para que em primeiro lugar, se possa identificar, conhecer e diagnosticar os grupos de alunos, tal qual perceber as carências inerentes ao coletivo, ao grupo e ainda prever que perfil de consciente coletivo poderá vir a formar-se por aquela união de indivíduos; em segundo lugar, dar-se a chance de conhecer o aluno, um a um, não apenas dando-o a chance de dizer o nome, idade e donde veio (como é comum nas escolas até hoje), delegar ao aluno voz e atitude, permitindo-lhe a expressão, a autonomia e a transparência, discutir o repertório disciplinar com eles e verificar qual e como foi sua aceitação, pesquisar junto ao aluno, enquanto indivíduo qual é a sua origem e extrair das entrelinhas, quais carências cada um trás para dentro da escola. E por fim em terceiro lugar, elaborar um plano de ação que os faça cúmplices do processo educativo e pedagógico – o contrato – sempre envoltos numa práxis pedagógica afetiva onde a intimidade e o “calor humano” do abraço tenham a mesma importância do giz e do quadro-negro. Abraçar literalmente TODOS os alunos, levar até eles este gesto é então a espinha dorsal deste trabalho. Tudo aqui consiste não só em metáforas ou linguagens subjetivas, mas em toque físico, aperto ao peito, entrelace, união e carinho verdadeiro.Todos alunos devem ser abraçados igualmente, com a mesma força, intensidade e durabilidade – o abraço democrático – que atua no indivíduo mas atinge o todo, entretanto, não se deve esperar devolutivas páreas; cada aluno responderá de uma forma, alguns, os mais comprometidos, seja pela hiperatividade, seja por uma agressividade psicopatológica ou ainda introversão e timidez poderão sequer aceitar o abraço do professor, que deve insistir e persistir, tendo justamente nesses alunos o compromisso/desafio tema de toda esta pedagogia.O abraço propriamente dito deverá ser ministrado em todas as aulas, por todos professores, no início da hora-aula, de preferência, e repetido se necessário com aqueles que estiverem ainda mostrando-se ou sentindo-se excluídos do universo “contratado” para aquela sala de aula. Foi pensada também a possibilidade de um “momento do abraço” semanal, onde as crianças quebrariam suas vergonhas e abraçariam seus coleguinhas numa espécie de ritual ligado ou à inclusão espiritual, ou reflexiva dos alunos – a sugestão é que este momento seja nas aulas de Educação Física.Com esta pedagogia em prática, espera-se minimizar a questão da carência afetiva como fator de dissociação da capacidade intelectual e racional dos alunos e ainda transformá-los gradativamente em cidadãos cada vez mais humanos, solidários, participativos e amorosos. É então o abraço, fator preponderante na construção de homens e mulheres que possam dar mais do que receber fazendo assim objetivadas as premissas iniciais da Pedagogia da Libertação e do Oprimido (Paulo Freire).Carência, Hiperatividade e AbraçoUma das causas do comportamento hiperativo é a carência afetiva (assim como outros fatores, sejam eles ligados à dislexia, a problemas neuro e psicopatológicos, etc.) e talvez seja esta carência, a causa principal. O professor bem preparado é capaz de exercer este diagnóstico – descobrir qual origem e qual o grau da hiperatividade daquele aluno, e com isso elaborar um plano de ação competente e certeiro para que o problema seja, se não erradicado, ao menos atenuado.Além da hiperatividade, a carência afetiva, é responsável por um desenvolvimento nocivo na vida da criança – o embrutecimento emocional. É comum vermos crianças cada vez menos lúdicas, aspirando a comportamentos adultos, sem o brilho pueril original nos olhos e demasiado interesse pela violência ou por resolver suas crises através dela. A Pedagogia do Abraço pode ser considerada uma medida profilática nesses casos.Sabemos que a sabedoria popular nos diz, que um abraço bem dado vale mais que mil palavras e tem um poder confortante sem igual – quem não gosta de ser abraçado ? – então porque não tentar a implementação de um processo tão simples que só pode nos trazer benefícios ?Referências IdeológicasO tema aqui abordado é comum aos tempos de hoje. Temos diversas personalidades falando de Pedagogia do Amor, falando de aplicação prática deste amor em sala de aula, mas ainda não tínhamos nos defrontado com nenhuma teoria pedagógica que aplicasse o afeto humano através de uma práxis objetiva e metodológica, quiçá física.O amor que tanto se professa na pedagogia contemporânea parece, às vezes, algo ideológico, metafísico e subjetivo... algo como aplicar o amor na atividade, fazer com amor, ser amoroso, etc., etc. Aqui falamos de dar abraços para incluir as pessoas – no peito e na sociedade que sonhamos . É objetivo e subjetivo ao mesmo tempo (ver Terminologia do Abraço).Todavia, não teríamos concebido esta proposta se não fosse:a extensa bibliografia de Rubem Alves, sempre à cabeceira;as reflexões de Leonardo Boff , Frei Betto e todos os outros que idealizaram a Teologia da Libertação;Teilhard de Chardin e o existencialismo cristão;e finalmente, a proposta pedagógica de Paulo Freire, que visa incluir o cidadão na sociedade através da educação e da autonomia.É nossa intenção colaborar com o sucesso desta pedagogia.ConclusãoUm abraço... quanto vale, quanto dura ? Segundos que podem ser inesquecíveis, segundos que aquecem o coração dos carentes de afeto, de abraço, de alguém; carinho sem preço que pode bonificar alguém eternamente e transformá-la em alguém melhor.Será que custa ?Façamos do abraço um símbolo perene de amizade, devolvamos a ele sua importância, desmistifiquemos sua vulgaridade e banalidade e o tornemos vital, cheio de importância.Unamos nossos alunos a nós e entre eles, criemos grupos fortes, sem exclusões. Colaboremos com a causa da hiperatividade, com a causa dos portadores de necessidades especiais, sejamos mais. Sejamos educadores, professores, amigos e referência.Quanto vale? Talvez toda uma geração...-FIM-Rodrigo Augusto Prado
Rodrigo Augusto Prado
Publicado no Recanto das Letras em 05/08/2008Código do texto: T1114027

Pesquisa da Pedagogia do amor

São princípios da Pedagogia do Amor: a bondade, a lealdade, o amor, a sabedoria, o trabalho e todos os preceitos morais desses valores universais tão pouco trabalhado nas escolas.
Não é muito o que Cruz falou. Parece bom.
Como educar nossas crianças e jovens num tempo que a aparência vale mais que a essência e a competição e o individualismo teimam em ditar as regras dos relacionamentos, acabando por minar qualquer possibilidade de companheirismo, amizade e amor?” (p. 11).
Gabriel Chalita comenta que os ideais quixotescos podem gerar grandes transformações, pois com essas histórias podemos sugerir que necessitamos de um ideal que nos leve a lutar por conquistas importantes sendo necessário, entretanto, reconhecer nossas limitações.
Segundo o autor a coragem é o contraponto do medo – experiência de caráter paralisante capaz de impedir a ação e de levar ao comodismo. A novidade, um novo projeto, uma nova empreitada, uma nova maneira de ensinar, de agir e amar podem causar medo. É necessário vencer esse sentimento ... experimentar os novos espetáculos, correr riscos, caindo, levantando, aprendendo. O autor utiliza-se de Vidas secas de Graciliano Ramos que descreve a trajetória sofrida de um povo, que sobrevive à fome e à sede. A luta pela sobrevivência é repassada às gerações, a esperança e a fé por dias melhores também são transmitidas. Vítimas do descaso dos coronéis do século XXI, tão exploradores da miséria quanto seus antepassados, os sertanejos são obrigados a levar uma vida de sofrimentos e peregrinações. Para o autor, a lição das histórias sobre retirantes da seca é que, incumbir aos jovens a tarefa de lutar pelo sonho de construir novas realidades, novos castelos, novas edificações, que assegurem um futuro promissor, para que não sejam mais vítimas desse destino implacável.
Fonte: Resenha do livro : A Pedagogia do Amor, CHALITA Gabriel, Editora Gente,2003.

A Pedagogia do Amor

Teatro "Padre Enzo Ticinelli"
Bem, nunca estudei a Pedagogia do Amor para verificar quais são os seus fundamentos.Rubens Cruz parece conhecê-la. Quando citou Gabriel Chalita, no artigo que escreveu para o VT, concordarei quando ele pontua que algumas medidas tomadas na educação estragou muito o comportamento e a postura das crianças e posso até acrescentar que os professores perderam o (pouco) respeito que havia.

Imagino também que o amor não vai consertar deficiências de caráter, já que há esse condicionamento e o indíviduo não parece decidido a mudar.

Como secretário da Educação, implantou medidas que, se não foram bem recebidas pela maioria, contentou a minoria.

Estudar nunca é demais.Os cursos que os professores capacitadores da Secretaria ministraram durante o período da sua gestão foram de validade para aperfeiçoar a prática pedagógica de alguns docentes que , no início da carreira, se sentiam mais perdidos do que cachorro caído do caminhão da mudança.

Agradeço esse Professor que, me recebendo mal, me orientou de uma forma indireta e deu uma redimensionada na questão da disciplina, da organização, da seriedade que é estar em uma sala de aula, formando pessoas.

As suas viagens ao exterior me deram um ânimo, pois em um desses fragmentos que eu aprendi com o Cristiano, a Educação Comparada é um bela maneira de aperfeiçoar as práticas.

Rubens Cruz tem uma seriedade muito grande no que tange à Educação.Mostrou uma responsabilidade pelo seu ofício que foi além de estar no poder, de pisar nas pessoas, pelo cargo que ocupa.

Às vezes, ele fazia isso também.Mas os seres humanos tem alteração no comportamento toda vez que vão ocupar uma posição de mando que os distingue dos demais.

Mas a sua atenção e o seu carinho pela neta ou neto que nasceu, os seus monólogos no palco do Enzo Ticinelli que me convidavam à reflexão, o auê que ele fazia com as professoras com suas posições rígidas e cobranças me entusiasmaram.

Acredito que, Rubens Cruz se tentou me prejudicar, quis prejudicar o estereótipo que fizeram de mim, essa construção feita pelos preconceitos e pelo narcisismo das pequenas diferenças.

Da sua gestão, ficou no ar a rigidez dos costumes, o tradicionalismo do magistério, as identidades cristalizadas e (ao menos isso) o compromisso com a Educação.

Ele nunca enxergou a Patrícia que é de fato, uma Professora, não implicando assim, a questão da vocação,( na leitura sentimentalóide) de forma direta, que aposta na melhora da Educação na terra brasilis, como instrumento digno de evolução dos seres.

A evolução dos seres humanos não está contida nesse conjunto mental,psicológico e físico que sou eu.

É algo muito maior e muito mais sublime, algo que Paulo Freire pode enxergar e se isso me constitui, também é parte de mim e supera o que eu sou.

Como contraponto, o slogan da sua Secretaria: "O amor é o eterno fundamento da Educação".Se Cruz não acredita na Pedagogia do Amor, qual a razão desse slogan?

Cruz, como espelho, é um modelo perfeito de professor chato, mas que ensina muito.

Sempre aprendi mais com os meus professores chatos.

Mas de qualquer forma, não morro de amores por ele.












sexta-feira, 29 de maio de 2009

Professores em questão

Mais uma vez, o Jornal Nacional e a Folha de São Paulo reforçam a idelogia de que o ensino só não presta no Brasil porque os professores não tem nem a formação necessária para dar aulas.
Cinco anos dentro de uma Faculdade, um Concurso Público prestado ( um dia inteiro de prova), eu ,sem receber salário desde Abril de 2008, sem advogado na OAB de Cândido Mota, me virando como posso, reflito sobre essas reportagens.
Pedagogos, na antiguidade, eram escravos. Professores o mesmo tanto.
O quadro é desanimador.
Sei que as professoras de antigamente, que se recusam a pedir aposentadoria, tem uma formação muito curta.
Mas foram elas que educaram os professores, os médicos, os advogados de agora, pelo menos no que tange à sua alfabetização.
Porém, a parte mais fraca da situação são os professores.
Quem vai se meter com o Patrão? Com o Estado?Com a politicagem?
Pau nos professores.
Pau nas professoras.
Esse ser mal alimentado, mal vestido, mal amado, mal pago, que se chama professor ou professora,é o alvo mais fácil para ser atingido, derrubado, desmoralizado.
Puá!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crônicas da Folha de São Paulo- artigo de opinião

As crônicas do Jornal Folha de São Paulo são, via de regra, pontuadas por um laivo de amargura e de desinteresse pelo cuidado que esses autores deveriam ter com seus leitores.
Luis Felipe Pondé, por exemplo utiliza termos ofensivos ao se referir aos seus leitores: pedagogas maníacas por sexo, democratas idiotas, e outras pérolas do mesmo valor.
O que posso pensar de um autor desses?
Que não respeita o direito de algumas pessoas de escreverem o que vem à cabeça, nem que isso sirva de terapia.
" Algus idiotas escrevem artigos que ninguém nunca vai ler. Nem todo mundo pode ser sujeito de seu próprio destino, etc..."
Eu sou como o poeta:
"Nem sei porque escrevo
Escrevo porque estou tonto...:
Uma outra de Cecília Meirelles:

"Sei que canto. E a canção é tudo.Tem sangue eterno a asa ritmada.E um dia sei que estarei mudo:— mais nada."

Eu sei que escrevo.É uma necessidade. Se alguém vai ler não sei. São memórias. São fragmentos de minha alma.
Leio Nietszche e estudei Kierkegard. Mas não deixei me contaminar pelos laivos de amargura das almas deles. Nietszche morreu louco. Era um desiludido no amor. Não deu certo seu relacionamento com Louise.
Sou uma escritora e não publicarei livros, pelo que parece.
Mas se um dia fosse escrever para leitores, tomaria muito cuidado para não ferir suas suscetibilidades.
É do burguês e do proletário que vem o salário de Pondé.
Como um mau professor, ele não respeita seus alunos.
Ele até que escreve bem. Mas é muito violento.

sábado, 23 de maio de 2009

Opinião- DEMOCRATAS


Cotas miram no efeito, mas não atacam a causa

Encontra-se no Senado Federal o Projeto de Lei que a Câmara dos Deputados aprovou em final de novembro de 2008 e que reserva 50% das vagas nas faculdades federais para estudantes que cursaram todo o ensino médio. A proposta prevê cotas para negros, pardos e indígenas, conforme a participação desses grupos na população de cada estado. Dentro da cota, metade das vagas se destina a alunos de famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita.

O mesmo projeto de lei inclui, ainda, as escolas técnicas federais de nível médio, aplicando-se à mesma proporção de alunos oriundos do ensino fundamental. Segundo dados do IBGE, são negros 68,1% dos brasileiros com renda de até três salários mínimos, mais de 2/3 da população.

A intenção do projeto é louvável, mas, infelizmente, ele se baseia em pressupostos equivocados e, se promulgado em lei, acarretará conseqüências, no mínimo, preocupantes para a educação e a sociedade.
O equívoco maior consiste em atacar o efeito, ou seja, o número desproporcionalmente diminuto de negros e pardos naquelas instituições de ensino e consequente marginalização da maioria desses setores das oportunidades econômicas e profissionais proporcionadas pelo diploma. O projeto negligencia a causa do problema que é a péssima qualidade do conjunto das escolas públicas atestada por exames nacionais como o Enem e, também, por avaliações internacionais como o Pisa - teste comparativo de linguagem, matemática e ciências patrocinado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

A verdade é que, com a universalização da cobertura da rede de ensino fundamental, completada no governo FHC, acentuou-se o contraste entre essa importante conquista quantitativa e os seus ainda fraquíssimos resultados qualitativos. Claro que municípios e estados – responsáveis, respectivamente, pelos níveis fundamental e médio de ensino (antigos 1º e 2º Graus) – deveriam investir cada vez mais nas suas escolas e nos seus professores. Porém, as análises comparativas revelam que há países que logram êxitos mais significativos gastando o mesmo ou até menos do que investimos.

O problema, conforme apontam educadores respeitados como a antropóloga Eunice Durham e o economista Cláudio de Moura Castro, é gerencial e pedagógico. O absenteísmo de muitos mestres das escolas públicas prejudica inúmeros alunos. Em média, um professor falta um mês por ano sem sofrer desconto algum de salário. Numerosas faculdades de pedagogia exageram no conteúdo teórico, quase sempre embrulhado em chavões ideológicos esquerdistas do século passado, mas se mostram incapazes de capacitar os futuros docentes para que habilitem a criançada a terminar o fundamental sabendo corretamente ler, escrever e fazer cálculos. O Brasil ostenta o vergonhoso índice de 35% de analfabetos funcionais.

Contra as conseqüências danosas das cotas raciais, quem alerta é outro educador renomado, o geógrafo Demétrio Magnoli, da USP. A adoção de sistema introduzirá, pela primeira vez, a diferença das raças perante a lei no ordenamento jurídico brasileiro, uma ressurreição das odiosas Leis Jim Crow que vigoraram no Sul dos Estados Unidos até os anos 60, ou do desumano regime do Apartheid, vigente na África do Sul há menos de duas décadas. Racismo, ainda que ‘reverso’, é racismo do mesmo jeito – e, para piorar, agora legalizado.

Os filhos dos trabalhadores pobres – brancos e negros – somente alcançarão o direito a um futuro melhor, mais próspero e bem-sucedido quando a maioria dos políticos e governantes, hoje obcecados com as próximas eleições, começar a se preocupar com as próximas gerações. E isso significa construir um sistema público de educação fundamental e média dentro dos melhores padrões mundiais de qualidade.

Sobre as cotas raciais


O estatuto da igualdade racial propõe, na realidade, a legalização da discriminação no Brasil. A Constituição da República tece toda uma construção a respeito da igualdade social e racial, determinando que são objetivos, a erradicação da pobreza e da marginalização, e redução das desigualdades sociais e promoção do bem de todos, sem preconceitos: de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outra forma de discriminação. Uma das características mais importantes da sociedade brasileira é sua miscigenação. Aqui, ao longo dos últimos séculos, brancos, negros, índios, japoneses e asiáticos se encontraram e construíram no nosso país uma história de mistura e miscigenação, que é a nossa força.

O Brasil incorporou na sua sociedade a contribuição de todas as raças. Não nos diferenciamos como outras nações por nenhum tipo de preconceito. A rotina brasileira é a mistura entre todos e tudo. Quando vamos ao nordeste, ao sul ou ao norte, o que encontramos é um país mestiço. Não concordamos com o processo de racialização que tentam fazer no Brasil. Talvez, imbuídos das melhores das intenções, algumas pessoas têm se engajado numa luta para estabelecer essa racialização. Esse processo poderá construir um profundo fosso entre brancos, negros ,pardos e amarelos. Fosso esse que não existiu e não existe hoje, e que não pode encontrar por parte das pessoas de bem, estímulo e sustentação.

A Constituição brasileira já garante mecanismos de enfrentamento das questões da desigualdade. O que temos que fazer é combater pobreza. Somos todos a favor que existam programas de assistência e promoção aos pobres, mas não podemos esquecer que o mérito é o caminho. Um jovem, seja ele de qualquer tonalidade de pele, tem que ter o direito a ter escolas de qualidade e poder acessar uma universidade pelo seu esforço e pelo seu talento. Não é razoável se querer considerar que as pessoas de cor negra sejam pessoas que possuam limitações e precisem de cotas especiais para poder competir com qualquer outro brasileiro.

O Democratas tem uma posição muito clara. Queremos, sim, um Brasil para todos, onde a igualdade conquistada através da igualdade de oportunidade para todos, sem distinção. Se tivermos que fazer concessões, que sejam para dar acolhimento e condições de desenvolvimento para aqueles que são pobres, indiferente de cor. O que precisamos construir no Brasil é o resgate da pobreza. É nisso que precisamos aplicar o melhor dos nossos esforços. Programa sociais que tenham porta de entrada mas que conheçam portas de saída, que através do esforço individual, do mérito, de escolas adequadas, as pessoas consigam mudar sua história de vida. Este é o Brasil que queremos, um Brasil unido, igual e de oportunidade para todos. Um Brasil que caminhe em direção ao combate à discriminação. Conceder privilégios, como as cotas, representam um gigantesco retrocesso nas conquistas de nossa sociedade.

Não tem espaço, nesse momento da vida brasileira para a racialização, não tem espaço para a perspectiva de sermos divididos pela cor da pele. Não é esse o caminho que o Brasil deve seguir. Vamos lutar para que não existam "cotas de pele" para este ou aquele. Esse caminho pode interessar a alguns poucos que veem nisso a possibilidade de ganhar dinheiro ou destaque, mas pode colocar dentro da sociedade brasileira o ovo da serpente, da segregação e da luta racial, que é inexistente no nosso país e não deve ser permitido. Por um Brasil mestiço, unido e próspero. Essa é a nossa luta.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Esperança

De tanto estudar a organização social das pessoas, regime de governo, sistema econômico, origens darwinistas ou teológicas, vou perdendo a ingenuidade no que é realmente o ser humano com suas contradições.
Então há que se perder a fé no ser contemporâneo, processo de um produto sócio histórico marcado por avanços e retrocessos, caminhos e descaminhos, onde a impiedade e a piedade, faz a forma e o conteúdo dos seres interagindo nesse espaço de vivência e de convivência.
Nessa tela da vida ( como diz João Cabral de Melo Neto)não entram todos com igualdade de oportunidades e de Justiça;
E por falar em exclusão versus inclusão, eu, moça de origem humilde, tecendo a teia da manhã, pintando a tela da minha vida, me achando e me perdendo no meio de livros, cadernos, papeletas, reuniões, descobertas, repreensões e recomeços.
Hoje, no Jornal Voz da Terra, uma fotografia me chamou a atenção.
A de um casal que organiza a vida na cidade de Assis em suas funções, na saúde, na solidariedade e na política.
Família, sobretudo.Alicerce, segurança.
Ezio e Gracita Spera.
O trabalho desse casal faz diferença na vida de uma comunidade inteira. São unidos e cada um faz a sua parte.
Fico feliz em poder acreditar em valores universais como o sentimento familiar, o cuidado com a saúde das crianças, uma boa política baseada em elementos democráticos.
Fico feliz em poder acreditar na família.
Fico feliz em poder acreditar na Educação.

Conclusão pessoal

Padre Fabio de Mello é uma pessoa carismática e acima de tudo pode ser considerado como o sal da Terra.
Tem um poder de percepção e de entendimento fantásticos.
Hoje, assistindo a Canção Nova, ouvi Padre Fábio falando sobre Piaget, o Juízo moral da criança e a importância das regras.
A sua didática me fez entender o assunto com mais clareza.Pe. Fábio de Mello também é simples e divertido.
Ainda bem que existem pessoas assim no mundo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Reflexões

"Aceitar-se como ser humano cheio de limites e fraquezas é acima de tudo, sinal de equilibrio, paz consigo mesmo e felicidade".
São palavras simples que não podem ultrapassar os limites do pensar e construir filosófico, mas que contém uma verdade fundamental.

terça-feira, 19 de maio de 2009

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Pontos de interrogação
O que se enfatizou, nesse site do Pe. Fábio, foi, durante o seu depoimento, fazer closes de seu rosto, de seus olhos,das suas expressivas mãos, de sua boca e de seu elegante nariz.
Um apelo a sensualidade de qualquer mortal,(desde que seja aprovado) delimitadas as fronteiras e as delícias do profano e do divino.
Essa proibição é que torna o conjunto bem interessante.
Fazendo uma leitura crítica, Fabio de Mello é um homem real, um padre filósofo, que tem uma espiritualidade intensa e que sabe orientar as pessoas com sua fala inteligente ou um produto da igreja católica, para atrair os fiéis através dos recursos que são velhos conhecidos, a exaltação da libido em contraponto com o despertar e a manutenção de uma vida piedosa?

Pesquisando personagens religiosos

Cada um sabe o tanto que morre. Cada um sabe o tanto que vive”... (Fabio de Melo).
Toda vez que existe alguém querendo dizer algo, eu me preocupo em ouvir. Acima de todo esse peso do mundo, essa busca fácil da egolatria nas fogueiras da vaidade.
A letra mata, o espírito vivifica. Tem gente que não encontra nas palavras de Fábio de Melo nada a não ser a confirmação de um adorar a si, a sua inteligência, a sua possível egolatria.
Eu vejo simplicidade e coragem nesse homem tão inteligente, que soube unir, como poucos, o conceito teológico cristão com as hipóteses da filosofia secular.
Sincero, avisa as mulheres que não está disposto aos intercursos amorosos e que sua mensagem tem outro sentido, outro ponto de chegada.
Saber o tanto que morre. Saber o tanto que vive. Depois das escolhas.
Quando se escolhe algo, se morre ou se vive.
Não é um jogo tão simples e nem há outra possibilidade.
Viver o possível e não o desejado. Viver o real e não o irreal.
Escolher, viver e morrer.