Esse blog destina-se a reflexão e ao cotidiano desse mistério que é a vida em suas diversas faces e aspectos, com elementos de Educação e até mesmo de pesquisas sobre temas relevantes a propriétária do Blog. http://meuplugedu.plugedu.com/forum/comment/showDeleted?topicId=6080806:Topic:6840
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Células tronco
Bem, eu vou falar de células tronco, que é um assunto que me interessa muito. Mas agora, vou mudar de assunto de novo.

Esse blog é tudo junto e misturado, bagunçado. A infinitude do Caos.
Células tronco de tumores podem ter cura de câncer
Cientistas italianos descobriram que as células-tronco tumorais - que mal representam 1% das que formam um tumor - são as responsáveis pelas metástases do câncer e, portanto, podem ser a chave de sua cura.
Esta descoberta, que pode revolucionar o modo de combater os tumores, é fruto de uma pesquisa de cientistas Instituto Superior de Saúde (ISS) e da Universidade La Sapienza de Roma, entre outras instituições italianas, que assistem nesta segunda ao Congresso Nacional da Sociedade de Cirurgia na capital do país.
“Descobrimos que as células-tronco tumorais, apesar de constituírem 1% ou 2% da população do total das células tumorais, são as mais importantes do ponto de vista da agressividade, determinando as metástases e reaparições do câncer”, comenta Ruggero De Maria, oncologista do ISS.
“Devemos identificar estas células através de uma operação de ‘estudos de imagem computadorizada’. Só assim podemos pensar em intervir depois para desativar o tumor”, acrescenta.
Os pesquisadores italianos, em colaboração com cientistas americanos, analisam agora o comportamento das células-tronco tumorais para averiguar que medicamentos podem ser mais efetivos para conseguir curar os tumores, inclusive, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
Cientistas italianos descobriram que as células-tronco tumorais - que mal representam 1% das que formam um tumor - são as responsáveis pelas metástases do câncer e, portanto, podem ser a chave de sua cura.
Esta descoberta, que pode revolucionar o modo de combater os tumores, é fruto de uma pesquisa de cientistas Instituto Superior de Saúde (ISS) e da Universidade La Sapienza de Roma, entre outras instituições italianas, que assistem nesta segunda ao Congresso Nacional da Sociedade de Cirurgia na capital do país.
“Descobrimos que as células-tronco tumorais, apesar de constituírem 1% ou 2% da população do total das células tumorais, são as mais importantes do ponto de vista da agressividade, determinando as metástases e reaparições do câncer”, comenta Ruggero De Maria, oncologista do ISS.
“Devemos identificar estas células através de uma operação de ‘estudos de imagem computadorizada’. Só assim podemos pensar em intervir depois para desativar o tumor”, acrescenta.
Os pesquisadores italianos, em colaboração com cientistas americanos, analisam agora o comportamento das células-tronco tumorais para averiguar que medicamentos podem ser mais efetivos para conseguir curar os tumores, inclusive, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Anulação de prova para Professor Temporário
05/02/2009 - 19h28
Contratação de temporários em SP: liminar da Justiça atinge apenas professores sindicalizados
Conceição GamaEm São Paulo
DEshow('180x150',5,8);
A anulação da prova para professor temporário na rede estadual paulista vale apenas para profissionais filiados à Apeoesp, o sindicato da categoria. O despacho expedido pela juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, na última quarta-feira (4), mantém a validade do exame - o sindicato havia divulgado que a 'provinha' havia sido completamente anulada. "A prova é mantida mas não se aplica seu resultado para o processo de atribuição de aulas para os professores associados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)", disse a juíza por meio de nota oficial enviada ao UOL Educação.
Por problemas com professores temporários, rede estadual paulista adia início das aulasA presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou que a entidade pretende entrar com outro pedido, mas agora pela anulação universal do exame. "Se a prova não for anulada para todos, o processo seletivo será injusto", pontuou Maria Izabel. Segundo as regras estabelecidas pela secretaria estadual de educação, o exame pode valer até 80 pontos na classificação geral. Além desse valor, há 20 pontos de títulos e 80 proporcionais ao tempo de serviço. "Essa prova foi feita de forma muito desorganizada. É inadmissível que ela seja usada para selecionar os professores. for necessário, a Apeoesp vai até o STF (Sumpremo Tribunal Federal)", diz Maria Izabel.
Queda de braçoEsta é a segunda vez que o exame é suspenso; a primeira foi no dia 23 de dezembro de 2008. Por conta da nova determinação, houve mudança no calendário de atribuição de aulas para professores temporários em São Paulo. O início das aulas, que seria em 11 de fevereiro, foi adiado para o dia 16.O concurso para professores temporários - que não são contratados - foi alvo de protestos da categoria que fez 19 dias de greve em junho de 2008. As novas datas para atribuição dos professores temporários são 10, 11, 12 e 13 de fevereiro. A secretaria reservou as datas de 6 e 9 de fevereiro para possíveis recursos de professores à classificação.
Contratação de temporários em SP: liminar da Justiça atinge apenas professores sindicalizados
Conceição GamaEm São Paulo
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A anulação da prova para professor temporário na rede estadual paulista vale apenas para profissionais filiados à Apeoesp, o sindicato da categoria. O despacho expedido pela juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, na última quarta-feira (4), mantém a validade do exame - o sindicato havia divulgado que a 'provinha' havia sido completamente anulada. "A prova é mantida mas não se aplica seu resultado para o processo de atribuição de aulas para os professores associados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)", disse a juíza por meio de nota oficial enviada ao UOL Educação.
Por problemas com professores temporários, rede estadual paulista adia início das aulasA presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou que a entidade pretende entrar com outro pedido, mas agora pela anulação universal do exame. "Se a prova não for anulada para todos, o processo seletivo será injusto", pontuou Maria Izabel. Segundo as regras estabelecidas pela secretaria estadual de educação, o exame pode valer até 80 pontos na classificação geral. Além desse valor, há 20 pontos de títulos e 80 proporcionais ao tempo de serviço. "Essa prova foi feita de forma muito desorganizada. É inadmissível que ela seja usada para selecionar os professores. for necessário, a Apeoesp vai até o STF (Sumpremo Tribunal Federal)", diz Maria Izabel.
Queda de braçoEsta é a segunda vez que o exame é suspenso; a primeira foi no dia 23 de dezembro de 2008. Por conta da nova determinação, houve mudança no calendário de atribuição de aulas para professores temporários em São Paulo. O início das aulas, que seria em 11 de fevereiro, foi adiado para o dia 16.O concurso para professores temporários - que não são contratados - foi alvo de protestos da categoria que fez 19 dias de greve em junho de 2008. As novas datas para atribuição dos professores temporários são 10, 11, 12 e 13 de fevereiro. A secretaria reservou as datas de 6 e 9 de fevereiro para possíveis recursos de professores à classificação.
Professor José Caetano da Silva
Professor Caetano, um ícone na minha vida acadêmica. Militante do PT, não tinha carro,quando entrou para a Câmara dos vereadores, comprou um belo carro e esqueceu das suas alunas malucas.
Malucas por dizer a verdade, de desafiar as convenções. Ateu, comunista, uma grande figura.
Aos poucos, deve ter aprendido que o silêncio é de ouro e a palavra é de prata.
Assim como Lula, percebeu que o poder tem um sabor mais doce do que o desafio.
Vereador quer oficializar Língua Brasileira de Sinais (13/6/2006)
A Câmara Municipal de Presidente prudente, aprovou, na noite de segunda-feira, 12 de junho de 2006, em segunda discussão, Projeto de Lei 259/14, que oficializa no âmbito municipal, a Libras - Língua Brasileira de Sinais. De autoria do vereador José Caetano Silva (PT), a iniciativa garante a todos os surdos-mudos, de Prudente, a interação não só para o aprendizado, mas principalmente, na difusão do sistema de linguagem por sinais, facilitando a vida das comunidades. O projeto, prevê ainda, que o município deverá garantir o atendimento aos surdos, em repartições públicas, com a capacitação de pessoal destes departamentos. (Veja, na íntegra, o Projeto no final deste texto).
Malucas por dizer a verdade, de desafiar as convenções. Ateu, comunista, uma grande figura.
Aos poucos, deve ter aprendido que o silêncio é de ouro e a palavra é de prata.
Assim como Lula, percebeu que o poder tem um sabor mais doce do que o desafio.
Vereador quer oficializar Língua Brasileira de Sinais (13/6/2006)
A Câmara Municipal de Presidente prudente, aprovou, na noite de segunda-feira, 12 de junho de 2006, em segunda discussão, Projeto de Lei 259/14, que oficializa no âmbito municipal, a Libras - Língua Brasileira de Sinais. De autoria do vereador José Caetano Silva (PT), a iniciativa garante a todos os surdos-mudos, de Prudente, a interação não só para o aprendizado, mas principalmente, na difusão do sistema de linguagem por sinais, facilitando a vida das comunidades. O projeto, prevê ainda, que o município deverá garantir o atendimento aos surdos, em repartições públicas, com a capacitação de pessoal destes departamentos. (Veja, na íntegra, o Projeto no final deste texto).
domingo, 22 de fevereiro de 2009
O sacríficio sobre uma ótica intelectualizada
O sacrifício como fundamento da cultura
Justificar a nutrição à base de carne sem, com isso, dever identificar-se com os animais carnívoros: este é o problema que, segundo Sabbatucci (1965), cada cultura colocou-se, para poder absorver essas importantes proteínas que trazem consigo, necessariamente, sua contribuição cultural e identitária. Tornando-se rito expiatório por excelência nos politeísmos antigos, o sacrifício, que envolve os deuses na ação humana, funda uma cultura. Eventualmente, como Sabbatucci evidencia no caso grego, este fundamento da condição humana pode ser rejeitado em bloco (mas sempre em uma relação dialética com aquela cultura) e, então, o vegetarianismo se constitui como rejeição da condição humana.
Outras culturas resolveram o problema reservando-se uma interdição alimentar em relação a determinados animais (Douglas, 1976: 57-74; Tambiah, 1995: 195-250) ou construindo uma equiparação entre (ou seria melhor dizer "trocando") ceifa e matança, fazendo da matança uma coleta. Sobretudo, se o animal é colhido em seu valor "outro" ou "sagrado", a caça se configura, por isso, como um sacrilégio (Lanternari, 1974: 469), "como apropriação não devida de alguma coisa que se coloca na dimensão do extra-humano" (Massenzio, 1994: 82). Nesse último caso, muitas vezes, a presa da caça é denotada pertencendo a uma figura sobre-humana: o "Senhor" ou, mais freqüentemente, a "Senhora dos animais" se configuram como proprietário(a) e garantidor(a) da realidade animal, e a essa entidade a presa capturada deve ser restituída, em forma de "oferta primicial" (Brelich, 1966: 45-6), espécie de contradádiva à qual não se pode fugir sem correr o risco de comprometer as relações com essa realidade animal.
As precauções dos caçadores durante a caça, isto é, a ritualização de tal operação tão fundamental e tão perigosa, ao mesmo tempo, para o homem; os rituais de purificação na volta à aldeia que, enquanto permitem romper as ligações estabelecidas com essa outra dimensão extra-humana (a da floresta), por outro lado têm o objetivo de repristinar as ligações sociais dentro da dimensão humana (o vilarejo) (Lot-Falck,1953: 170-218); a necessidade de recorrer, em determinadas ocasiões, ou em relação à morte de determinados animais, a ritos expiatórios: todos esses aspectos demonstram o quanto é percebida como perigosa essa incursão nesta esfera extra-humana específica e, em conseqüência, o quanto é importante a função intermediária e protetora do ritual que, unicamente, pode oferecer-se como instrumento cultural fundamentalmente apto a construir e administrar aquela relação ao mesmo tempo "sacrílega" e, contudo, tão fundamental para o homem.
Justificar a nutrição à base de carne sem, com isso, dever identificar-se com os animais carnívoros: este é o problema que, segundo Sabbatucci (1965), cada cultura colocou-se, para poder absorver essas importantes proteínas que trazem consigo, necessariamente, sua contribuição cultural e identitária. Tornando-se rito expiatório por excelência nos politeísmos antigos, o sacrifício, que envolve os deuses na ação humana, funda uma cultura. Eventualmente, como Sabbatucci evidencia no caso grego, este fundamento da condição humana pode ser rejeitado em bloco (mas sempre em uma relação dialética com aquela cultura) e, então, o vegetarianismo se constitui como rejeição da condição humana.
Outras culturas resolveram o problema reservando-se uma interdição alimentar em relação a determinados animais (Douglas, 1976: 57-74; Tambiah, 1995: 195-250) ou construindo uma equiparação entre (ou seria melhor dizer "trocando") ceifa e matança, fazendo da matança uma coleta. Sobretudo, se o animal é colhido em seu valor "outro" ou "sagrado", a caça se configura, por isso, como um sacrilégio (Lanternari, 1974: 469), "como apropriação não devida de alguma coisa que se coloca na dimensão do extra-humano" (Massenzio, 1994: 82). Nesse último caso, muitas vezes, a presa da caça é denotada pertencendo a uma figura sobre-humana: o "Senhor" ou, mais freqüentemente, a "Senhora dos animais" se configuram como proprietário(a) e garantidor(a) da realidade animal, e a essa entidade a presa capturada deve ser restituída, em forma de "oferta primicial" (Brelich, 1966: 45-6), espécie de contradádiva à qual não se pode fugir sem correr o risco de comprometer as relações com essa realidade animal.
As precauções dos caçadores durante a caça, isto é, a ritualização de tal operação tão fundamental e tão perigosa, ao mesmo tempo, para o homem; os rituais de purificação na volta à aldeia que, enquanto permitem romper as ligações estabelecidas com essa outra dimensão extra-humana (a da floresta), por outro lado têm o objetivo de repristinar as ligações sociais dentro da dimensão humana (o vilarejo) (Lot-Falck,1953: 170-218); a necessidade de recorrer, em determinadas ocasiões, ou em relação à morte de determinados animais, a ritos expiatórios: todos esses aspectos demonstram o quanto é percebida como perigosa essa incursão nesta esfera extra-humana específica e, em conseqüência, o quanto é importante a função intermediária e protetora do ritual que, unicamente, pode oferecer-se como instrumento cultural fundamentalmente apto a construir e administrar aquela relação ao mesmo tempo "sacrílega" e, contudo, tão fundamental para o homem.
Antropofagia ritual e identidade cultural entre os Tupinambá1
Adone Agnolin2 Pós-doutorando do Departamento de História – USP
RESUMO: A alimentação do homem é um dado cultural que tem uma importância pelo menos igual àquele pura e simplesmente alimentar. Reservando uma atenção particular à relação que encontramos, entre dado cultural e dado alimentar/"natural", o presente artigo levará em consideração o fato de que estamos falando de um alimento muito particular: trata-se do homem que se torna, dentro de uma estrutura altamente ritualizada, alimento para outro homem, o qual, por sua vez, vive na perspectiva, altamente significativa para sua cultura, de se tornar, um dia, ele mesmo alimento para os outros. Pelo fato de reconhecer a importância do dado cultural no que diz respeito à alimentação do homem, a Antropologia se apresenta como perspectiva de análise imprescindível. Por outro lado, ela constituirá o esboço de um estudo crítico sobre sua própria caraterística de compreensão/digestão da alteridade cultural. Além do mais, a colocação da antropofagia ritual ("sagrada") no centro de nosso trabalho nos impõe o ponto de vista de uma metodologia de estudo histórico-religiosa. A utilidade dessa perspectiva de estudos está toda contida na adjetivação "ritual", que acompanha esta forma específica de antropofagia. Trata-se, conseqüentemente, de esclarecer esses termos/conceitos (aos quais a escola histórico-religiosa tem dedicado tanta atenção), muitas vezes assumidos de forma acrítica, oferecendo uma significativa contribuição e problematização aos estudos históricos e antropológicos contemporâneos. O presente texto propõe, portanto, uma análise da antropofagia no Novo Mundo nos séculos XVI e XVII, em relação a uma perspectiva, a indagação antropológica, problematizada por uma metodologia de indagação: a História das Religiões. Para tal debate, entendemos nos referir àquela que é conhecida pelo nome de "Escola Italiana de História das Religiões" e que se reconhece no trabalho pioneirístico empreendido por Raffaele Pettazzoni e proficuamente levado para frente por Brelich, De Martino, Lanternari, Sabbatucci, Massenzio.
PALAVRAS-CHAVE: Culturas Tupi, Antropofagia, História das Religiões, sacrifício, ritualidade, lógica do mito, trocas ritualísticas.
Adone Agnolin2 Pós-doutorando do Departamento de História – USP
RESUMO: A alimentação do homem é um dado cultural que tem uma importância pelo menos igual àquele pura e simplesmente alimentar. Reservando uma atenção particular à relação que encontramos, entre dado cultural e dado alimentar/"natural", o presente artigo levará em consideração o fato de que estamos falando de um alimento muito particular: trata-se do homem que se torna, dentro de uma estrutura altamente ritualizada, alimento para outro homem, o qual, por sua vez, vive na perspectiva, altamente significativa para sua cultura, de se tornar, um dia, ele mesmo alimento para os outros. Pelo fato de reconhecer a importância do dado cultural no que diz respeito à alimentação do homem, a Antropologia se apresenta como perspectiva de análise imprescindível. Por outro lado, ela constituirá o esboço de um estudo crítico sobre sua própria caraterística de compreensão/digestão da alteridade cultural. Além do mais, a colocação da antropofagia ritual ("sagrada") no centro de nosso trabalho nos impõe o ponto de vista de uma metodologia de estudo histórico-religiosa. A utilidade dessa perspectiva de estudos está toda contida na adjetivação "ritual", que acompanha esta forma específica de antropofagia. Trata-se, conseqüentemente, de esclarecer esses termos/conceitos (aos quais a escola histórico-religiosa tem dedicado tanta atenção), muitas vezes assumidos de forma acrítica, oferecendo uma significativa contribuição e problematização aos estudos históricos e antropológicos contemporâneos. O presente texto propõe, portanto, uma análise da antropofagia no Novo Mundo nos séculos XVI e XVII, em relação a uma perspectiva, a indagação antropológica, problematizada por uma metodologia de indagação: a História das Religiões. Para tal debate, entendemos nos referir àquela que é conhecida pelo nome de "Escola Italiana de História das Religiões" e que se reconhece no trabalho pioneirístico empreendido por Raffaele Pettazzoni e proficuamente levado para frente por Brelich, De Martino, Lanternari, Sabbatucci, Massenzio.
PALAVRAS-CHAVE: Culturas Tupi, Antropofagia, História das Religiões, sacrifício, ritualidade, lógica do mito, trocas ritualísticas.
Filhos Espirituais e Intelectuais
Filhos e Filhas Intelectuais e Espirituais e o poder da sexualidade humana
Enquanto escuto a música de Fernanda Brum, "Dá-me filhos", reflito sobre a importância de gerar e de gerir.
O que eu faço, como faço, de que forma estou construíndo a minha história (também) está compondo o tecido social da história da humanidade.
Sou anônima, mas posso formar seres que em sua forma biológica e cognitiva carregarão a minha marca, através da Educação ou do meu fazer doméstico.
Sou mulher, mas existo e tenho importância.
No Jornal díário, "Folha de São Paulo", leio comentários de autores consagrados sobre todas as questões morais e sociais do planeta e do que está acontecendo.
Não me absorvo totalmente nessas colocações, pois, até mesmo na coluna de Simão, simão@uol.com.br, vejo uma ansiedade natural do poder do convencimento e um cansaço natural daqueles que estão cansados das mazelas sociais e de impostores que se travestem como pais e mães de uma boa educação e de uma boa política que querem a fama, a glória, o glamour e o poder a qualquer custo.
Até os jornalistas mostram ironia e sarcasmos nos comentários que tecem.
Clóvis Rossi , rossi@uol.com.brestá se mostrando humano, demasiado humano e tem deixado transparecer a solicitude natural da vida reconhecida pelos seus escritos e a posterior aprovação.
O que é um professor sem seus alunos e um escritor sem seus leitores?
Se cansarem demais seus leitores e leitoras com comentários violentos e violentadores perderão seus leitores e assinantes, o que é um poder às avessas, pois até os políticos e os jornalistas precisam do povo para existir.
Luiz Felipe Pondé publicou um artigo violento sobre a Educação e sobre uma pedagoga maníaca por sexo que incute na cabeça de seus alunos e alunas posturas sexuais lúbricas e potentes.Depois se retratou e publicou outro artigo dizendo que a expressão "maníaca por sexo " era apenas uma metáfora.
Metáfora ou não, vejo além das construções sócio históricas do magistério como profissão sacralizada, seres humanos femininos que gostam de sexo, mas que tem que fazê-lo de um jeito correto e normatizado, já que as convenções sociais que nós mesmos criamos nos prendem ao protocolo.
E trocar protocolo por " pronto, no colo" , dá uma dor de cabeça danada.
Então, as mulheres professoras além da umidade natural, devem pensar nas suas carreiras e na sua representação moral e social.
Filhos e filhas morais, espirituais, cognitivos, libertários, libertinos e libertadores estão sob o crivo da sexualidade que se dá, evolutiva, biologica, naturalmente, e que se não pode ser exercida na carnalidade, é sublimada e se traduz em formas mais estéticas e moralmente aceitáveis.
Não há o que temer.
Relaxa, é Carnaval.
Enquanto escuto a música de Fernanda Brum, "Dá-me filhos", reflito sobre a importância de gerar e de gerir.
O que eu faço, como faço, de que forma estou construíndo a minha história (também) está compondo o tecido social da história da humanidade.
Sou anônima, mas posso formar seres que em sua forma biológica e cognitiva carregarão a minha marca, através da Educação ou do meu fazer doméstico.
Sou mulher, mas existo e tenho importância.
No Jornal díário, "Folha de São Paulo", leio comentários de autores consagrados sobre todas as questões morais e sociais do planeta e do que está acontecendo.
Não me absorvo totalmente nessas colocações, pois, até mesmo na coluna de Simão, simão@uol.com.br, vejo uma ansiedade natural do poder do convencimento e um cansaço natural daqueles que estão cansados das mazelas sociais e de impostores que se travestem como pais e mães de uma boa educação e de uma boa política que querem a fama, a glória, o glamour e o poder a qualquer custo.
Até os jornalistas mostram ironia e sarcasmos nos comentários que tecem.
Clóvis Rossi , rossi@uol.com.brestá se mostrando humano, demasiado humano e tem deixado transparecer a solicitude natural da vida reconhecida pelos seus escritos e a posterior aprovação.
O que é um professor sem seus alunos e um escritor sem seus leitores?
Se cansarem demais seus leitores e leitoras com comentários violentos e violentadores perderão seus leitores e assinantes, o que é um poder às avessas, pois até os políticos e os jornalistas precisam do povo para existir.
Luiz Felipe Pondé publicou um artigo violento sobre a Educação e sobre uma pedagoga maníaca por sexo que incute na cabeça de seus alunos e alunas posturas sexuais lúbricas e potentes.Depois se retratou e publicou outro artigo dizendo que a expressão "maníaca por sexo " era apenas uma metáfora.
Metáfora ou não, vejo além das construções sócio históricas do magistério como profissão sacralizada, seres humanos femininos que gostam de sexo, mas que tem que fazê-lo de um jeito correto e normatizado, já que as convenções sociais que nós mesmos criamos nos prendem ao protocolo.
E trocar protocolo por " pronto, no colo" , dá uma dor de cabeça danada.
Então, as mulheres professoras além da umidade natural, devem pensar nas suas carreiras e na sua representação moral e social.
Filhos e filhas morais, espirituais, cognitivos, libertários, libertinos e libertadores estão sob o crivo da sexualidade que se dá, evolutiva, biologica, naturalmente, e que se não pode ser exercida na carnalidade, é sublimada e se traduz em formas mais estéticas e moralmente aceitáveis.
Não há o que temer.
Relaxa, é Carnaval.
PRÁTICAS DE GESTÃO E
FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO
FLÁVIA OBINO CORRÊA WERLE
Programa de Pós-Graduação em Educação da
Universidade do Vale do Rio dos Sinos – São Leopoldo/RS
flaviaw@unisinos.br
RESUMO
A feminização é discutida na perspectiva de práticas administrativas, relacionadas com os
processos de formação de professoras e desenvolvidas em escolas femininas a partir de
1900, no Rio Grande do Sul. Situam-se processos iniciais de formação para o magistério de
primeiras letras, destacando rupturas e alterações no perfil da demanda. Conclui-se que, do
atendimento a órfãs, que ocorria na Escola Normal articulada à Diretoria de Instrução Pública
e cuja profissionalização estava vinculada a práticas assistenciais, os cursos de formação de
professoras foram reconstituídos e passaram a ser ofertados em várias instituições e locais no
estado. Essas instituições, assumindo a formação de professoras de primeiras letras, tornaram-
se independentes da diretoria, vindo a constituir espaço de influência da iniciativa feminina
na oferta de cursos para mulheres de camadas privilegiadas da população.
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO – PROFESSORA – MULHER – ADMINISTRAÇÃO DA
EDUCAÇÃO
ABSTRACT
FEMINIZATION OF TEACHING. Feminization is discussed in the perspective of the
administrative practices, related to the processes of female teacher education, developed in
women’s schools, since 1900, in the Federal State of Rio Grande do Sul. We situate initial
processes of formation for teaching os first letters, stressing ruptures and alterations in the
profile of the demand. We conclude that the care for orphans, whose professionalization was
linked with assistential practices, a fact that occurred at the Normal School, articulated with
the power structure of the Direction of Public Instruction. The courses of female teacher
education were reconstituted, starting to be offered in various institutions and locations in the
State, which, assuming the formation of teachers of first letters, became independent from
the Directory, being spaces of influence of the female initiative in the offering of courses for
women of the privileged strata of the population.
HISTORY OF EDUCATION – WOMEN TEACHERS – WOMEN – EDUCATIONAL
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Se Rudyard Kipling
SE
Se és capaz de manter tua calma, quando,todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Se és capaz de manter tua calma, quando,todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Eu e a minha vida de formadora intelectual de seres humanos. (que modéstia)!
Acredito tanto no que faço que penso que estou continuando uma estrada que se iniciou há várias encarnações passadas.
Penso que as agruras sofridas por mim no terreno árido da Educação no tocante à relações profissionais das mulheres professoras é um karma que eu tenho que pagar.
Na verdade, eu considero a possibilidade dessas coisas existirem, mas eu não acredito em nada , não, só não duvido da Fé.
Penso que as agruras sofridas por mim no terreno árido da Educação no tocante à relações profissionais das mulheres professoras é um karma que eu tenho que pagar.
Na verdade, eu considero a possibilidade dessas coisas existirem, mas eu não acredito em nada , não, só não duvido da Fé.
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Professora Patrícia e seus alunos em 2007
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