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terça-feira, 26 de junho de 2012

Refletindo sobre Orientação sexual




Trazer rupturas conceituais para o campo da discussão das sexualidades e o que é correto ou não é a ruptura da ruptura.
Entende-se que, por razões biológicas e orgânicas, a lei natural é o macho e a fêmea, sobretudo em se tratando de preservação da espécie.
Não é uma defesa heterossexual, mesmo porque se houver apenas relações homoafetivas, a espécie humana deixa de existir.
Tendências sofistificadas para “normatizar” orientações homoafetivas é algo que me escapa de um entendimento conceitual do que é  normal e normatizador.
Teixeira Filho (2012,p. 84 apud Foucalt GIV,2008) já sinaliza que o movimento homossexual necessita de uma arte de viver, não de um conhecimento pseudocientífico do que seja a (homo) sexualidade.
Todas as preocupações devem estar centradas em torno da homofobia como injustiça praticada em relação a alguém que assume a sua orientação sexual.
O autor reitera que a homossexualidade é uma invenção e que sua construção identitária é um fenômeno moderno.
Importante ressaltar que a prática da sexualidade e de todas as suas formas segue, como afirma o autor citado (idem, p.88, 2012), um padrão fálico, em que o prazer está ligado a penetração, em ambos os casos.
Isso evidencia o referente que encontramos em Freud e seus trabalhos, dentro do campo das sexualidades, em que encontrou na sexualidade o motor para compreensão da Natureza humana, sob a ótica da psicanálise.
Dentro de uma leitura antropológica e sociológica , o patriarcalismo e seus condicionantes,os jogos sociais e os mitos fundamentam essas práticas em que a virilidade , a masculinidade mantém a supremacia hegemônica.
Essa supremacia continua a regularizar e a dotar de valores e práticas as vivências e seus códigos,obedecendo em parte a uma ética de autopoiese (Varela e Maturana, 1970).
Autopoiese entendida como a capacidade do ser humano em produzir-se a  si mesmo em suas constantes adaptações , abrangendo outros referentes como construções sociais,no campo da Sociologia,  no diálogo com a antropologia e a biologia.
No campo orgânico, dentro da construção do organismo humano, até os três meses não se difere o que é feminino e o que é masculino.

Seria muito simples se na sociedade organizada todos pudessem assumir e manifestar suas orientações com a liberdade equalizadora de fazer suas próprias escolhas.
Mas, como se refere Teixeira Filho (ibid,p.99,apud Butler, 2003),
                                       ...”a premissa heteronormativa do dispositivo da sexualidade que visa  
                                       disciplinar e controlar os corpos e os prazeres  a partir da linearidade
                                      natural e normal entre sexo/gênero/desejo/práticas  sexuais produz
                                      um paradoxo,apoiado pela valoração viril como regra e da heterossexuali-
                                      dade como norma.”

Fonte de reflexão: (Filho, Teixeira, S. “A Construção social das diferenças nas (homo) sexualidades e suas relações com a homofobia” in Gênero,Corpo e @tivismos, Souza, et all, EduFMT, 2012)

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